O Gabinete do Regulador da Tecnologia Genética australiano conclui que o risco do tomate roxo GM é negligenciável para a saúde humana e o ambiente. A venda como alimento já foi autorizada, com rotulagem obrigatória.
A Austrália deu luz verde à libertação comercial de um tomate geneticamente modificado (GM) com coloração roxa, após a emissão da licença DIR 218 pelo Gabinete do Regulador da Tecnologia Genética (OGTR). O tomate, desenvolvido pela empresa All Aussie Avocados Pty Ltd — que opera sob a marca All Aussie Farmers — foi modificado para produzir antocianinas, pigmentos naturais de cor roxa/azulada, à medida que o fruto amadurece.
De acordo com o OGTR, o tomate roxo GM poderá ser cultivado em todo o território australiano, embora alguns estados e territórios imponham restrições por razões de comercialização. A avaliação de risco realizada pela entidade reguladora concluiu que a libertação deste organismo geneticamente modificado representa um risco negligenciável para a saúde e segurança das pessoas e para o ambiente.
A autorização para a venda do tomate roxo GM como alimento exigiu um processo separado junto da Food Standards Australia New Zealand (FSANZ), a autoridade responsável pela segurança alimentar e pelas regras de rotulagem de alimentos geneticamente modificados na Austrália. Após avaliar a segurança do produto, a FSANZ concluiu que os alimentos derivados do tomate roxo GM são tão seguros quanto os tomates convencionais já presentes no mercado australiano e neozelandês.
Em outubro de 2025, a FSANZ aprovou oficialmente a comercialização do tomate roxo GM e dos seus derivados para consumo humano na Austrália e na Nova Zelândia. Tal como previsto na legislação em vigor, estes produtos estarão sujeitos a rotulagem obrigatória que indique a sua origem geneticamente modificada.
A documentação final do processo, incluindo o Relatório de Avaliação e Gestão de Risco (RARMP), um resumo executivo, a licença atribuída e uma secção de perguntas e respostas está disponível para consulta pública na página DIR 218 no site do OGTR.
O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.

















































