O Instituto Internacional de Investigação do Arroz (IRRI) lançou uma nova geração de variedades de arroz que alia elevado valor nutricional à resistência às alterações climáticas. O objetivo é melhorar a saúde de milhões de pessoas e tornar a produção agrícola mais sustentável.
O International Rice Research Institute (IRRI), em parceria com investigadores de vários países, apresentou o Green Nutritious Super Rice (GNSR), uma nova linha de arroz desenvolvida para responder simultaneamente a dois dos maiores desafios globais da atualidade: a malnutrição e as alterações climáticas. Esta iniciativa dá continuidade ao programa Green Super Rice (GSR), lançado em 2008, que já resultou na introdução de dezenas de variedades mais resilientes e produtivas em todo o mundo.
O protótipo do novo GNSR é um arroz preto integral, escolhido pelo seu elevado potencial nutricional. Para além de fornecer calorias, este arroz é rico em proteínas, vitaminas, minerais e compostos bioativos com benefícios para a saúde. Segundo o IRRI, mesmo pequenos aumentos no teor de nutrientes do arroz podem ter um impacto significativo na saúde de milhares de milhões de pessoas que dependem deste cereal como alimento básico diário.
Os resultados do programa GSR demonstram o potencial desta abordagem: até ao momento, 78 variedades de arroz foram lançadas em vários países, ocupando cerca de 44 milhões de hectares. Estas variedades mostram maior tolerância à seca, às cheias e ao calor, mantendo bons níveis de produtividade com menor necessidade de fertilizantes e pesticidas, o que reduz custos para os agricultores e o impacto ambiental.
O novo programa GNSR aposta agora no desenvolvimento de variedades integrais com características melhoradas, como melhor sabor, maior tempo de conservação, baixo índice glicémico e níveis mais elevados de antioxidantes, associados à pigmentação natural do grão. Os cientistas estão também a recorrer a técnicas avançadas, incluindo edição genética, para aumentar a densidade de micronutrientes e garantir a segurança alimentar, nomeadamente evitando a acumulação de metais pesados.
O IRRI sublinha a urgência de reforçar a colaboração internacional para acelerar o desenvolvimento e a disponibilização destas variedades mais nutritivas e amigas do clima. Para os investigadores, a transformação dos sistemas globais de produção de arroz é uma necessidade imediata.
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O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.
















































