Mercadona investe €260 milhões em Portugal e promete mais

Mercadona investe €260 milhões em Portugal e promete mais

Na véspera da estreia da cadeia espanhola no país, o presidente da Mercadona fala dos novos projetos para Portugal. Tem o ministro da Economia ao seu lado e recebe elogios

A Mercadona abre esta terça-feira o seu primeiro supermercado em Portugal, em Canidelo, Vila Nova de Gaia, com a promessa de continuar a investir no país. Até ao fim do ano, o projeto de expansão do grupo espanhol contempla a abertura de mais 9 lojas entre os distritos de Braga, Aveiro e Porto e vai absorver 100 milhões de euros, anunciou esta segunda-feira o seu presidente Juan Roig.

Com o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, ao seu lado, Roig aproveitou a apresentação pública do projeto, em Vila Nova de Gaia, para anunciar que às 10 lojas previstas para 2018 se vão seguir mais 10, em 2020. O plano é ter uma rede de 150 lojas em Portugal nos próximos anos, o que vai significar, também, a abertura de um novo centro logístico, na zona de Lisboa, a par do centro já criado na Póvoa de Varzim, onde o grupo tem 50 mil metros quadrados para servir a sua operação no norte de Portugal.

“Este é o início de um projeto partilhado para construir riqueza e progresso neste país irmão”, afirmou Juan Roig, que tinha também a seu lado o presidente da Câmara de Gaia e os secretários de Estado da Defesa do Consumidor e da Agricultura e Alimentação.

Sem se esquecer de apresentar a Mercadona como uma empresa portuguesa, uma vez que atua em Portugal através da empresa Irmãdona, com sede no Porto, o empresário manifestou “gratidão” pela forma como o grupo foi recebido “de braços abertos” deste lado da fronteira, salientando, ainda, que já tem mais de 300 fornecedores portugueses e desenvolveu a oferta para as lojas lusas com a colaboração de mais de “3 mil chefes” (potenciais clientes) no seu centro de coinovação (laboratório que testa os gostos e preferências dos consumidores) em Matosinhos.

Até a abertura da loja de Gaia, concelho onde o grupo já tem planos para mais duas inaugurações, a Mercadona investiu 160 milhões de euros em Portugal nos últimos três anos.

Líder no sector do retalho alimentar em Espanha, com uma quota de mercado de 25%, correspondente a vendas na ordem dos 24 mil milhões de euros, e 1.636 lojas, a Mercadona escolheu Portugal para a sua estreia internacional.

A empresa emprega atualmente 900 pessoas no país e deverá somar 1.100 trabalhadores no final do ano.

Nas contas apresentadas hoje, os espanhóis investiram 50 mil euros na formação de cada um dos seus trabalhadores. O orçamento da loja de Gaia envolveu 11 milhões de euros, dos quais há três milhões relativos ao estádio do Canidelo: a empresa comprou o terreno onde se situavam as instalações desportivas do Sport Clube Canidelo, com alguma degradação, e construiu um novo campo de jogos ao lado, em colaboração com a autarquia liderada por Eduardo Vítor Rodrigues.

“Entrou como parceiro e não como investidor”, disse o autarca, deixando claro que também há “gratidão deste lado (Gaia) pela capacidade que (os espanhóis) tiveram de olhar para o território” e optar por entrar em Portugal precisamente através de Gaia, onde a primeira loja lusa da insígnia espanhola tem 1.900 metros quadrados, reúne uma oferta de seis mil produtos e vai empregar 85 pessoas

O ministro da economia também não poupou elogios ao investimento da cadeia espanhola no país, destacando a “ambição grande na cobertura geográfica e na criação de emprego”, assim como a atenção dada para adequar a oferta às necessidades e gostos dos portugueses, ajudando a “diversificar as escolhas paras os consumidores”. Apresentou a Mercadona como “um parceiro no desenvolvimento na nossa cadeia agroalimentar”, uma vez que o grupo já fez compras no valor de 203 milhões de euros a fornecedores portugueses desde 2016 e, para este ano, prevê compras no valor de 90 milhões de euros.

Os espanhóis vão enfrentar a concorrência de “operadores portugueses altamente sofisticados e com níveis de excelência” e vão concorrer com os operadores nacionais e estrangeiros já presentes no país, mas, diz o ministro, esta “é uma economia em crescimento e há espaço para todos”.

Ainda este mês, a Mercadona tem agendadas mais três inaugurações, sempre às terças-feiras. Depois de Canidelo, amanhã, segue-se uma loja em Matosinhos, no dia 9, outra em Vermoim (Maia), a 16, seguida da abertura em Fânzeres (Gondomar), a 23.

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O artigo foi publicado originalmente em Expresso .

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