A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (APROLEP) reforçou hoje o apelo ao Governo para disponibilizar apoios à reconstrução e reparação das instalações do setor afetadas pelo mau tempo.
“A APROLEP apela ao Governo para que rapidamente disponibilize apoio à reconstrução e reparação das construções afetadas para salvaguardar a segurança dos trabalhadores e o bem-estar dos animais”, lê-se no comunicado divulgado hoje.
A associação que representa os produtores de leite reforçou o apelo ao Ministério da Agricultura para o prolongamento do prazo para comunicar as informações exigidas pela DGAV relativas ao “Ecorregime de Bem-estar Animal”, que termina a 06 de fevereiro.
Para a associação, “este adiamento é necessário para todo o país, mas é crítico em relação às regiões afetadas, de modo que produtores e técnicos possam efetivamente dedicar o seu tempo à recuperação das condições de bem-estar dos animais, em vez de estarem ocupados com burocracias adicionais de que deviam ser dispensados, tendo em conta que já possuem a certificação em bem-estar animal”.
A associação expressou ainda a sua solidariedade para com os produtores de leite e agricultores atingidos pela tempestade Kristin e que sofreram danos avultados nas instalações e agradeceu a quem está no terreno a trabalhar para ultrapassar as dificuldades causadas pelas tempestades.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.














































