A mata municipal do Cabeço do Peão, ex-líbris de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, ficou completamente devastada pela passagem da depressão Kristin, constatou a Lusa no local.
“Era uma mata com décadas, ex-líbris do concelho, e agora não sei se há uma árvore em pé”, enfatizou o presidente da Câmara, Carlos Lopes.
Situada junto à malha urbana da vila, com mais de 33 hectares, era considerada o pulmão do concelho e possuía circuitos de manutenção, além de zonas de lazer e um parque de merendas.
A depressão Kristin deixou um rasto de destruição do concelho, com milhares de árvores caídas, muros e vedações destruídas, deslizamento de terras e taludes e estragos no agrupamento de escolas e sinalização vertical.
Ainda sem o levantamento exaustivo dos estragos, o presidente da autarquia de Figueiró dos Vinhos estima que exista “centenas de milhares de euros de prejuízo” entre privado e público.
Segundo o autarca, cerca de 120 agregados familiares sofreram estragos nos telhados das suas habitações, o que poderá levar a autarquia a proceder a realojamentos.
O concelho está desde a madrugada de quarta-feira sem eletricidade e telecomunicações, que deverão ser repostas até ao final do dia de hoje.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

















































