A presidente da Câmara de Benavente afirmou hoje que a situação no concelho “está normalizada” após a depressão Kristin e disse estar preocupada com as cheias, havendo estradas interditas e terrenos saturados devido aos vários dias de chuva.
Segundo Sónia Ferreira, o nível do rio tem vindo a subir devido às descargas das barragens, que estão “na sua cota máxima”, e já galgou as margens “há muitos dias”, situação agravada pela continuidade da chuva.
“Neste momento, a nossa maior preocupação são as cheias”, sublinhou.
Em declarações à Lusa, a autarca disse ainda que todas as ocorrências decorrentes da depressão Kristin, há sete dias, foram resolvidas entre quinta e sexta-feira, mas persistem ainda “pequenas zonas” afetadas por falhas de energia elétrica.
A freguesia da Barrosa ficou sem abastecimento de água e a eletricidade foi “o que mais falhou”, deixando durante quase cinco dias sem energia serviços essenciais como os Bombeiros Voluntários de Benavente, Santa Casa da Misericórdia, tribunal e CTT.
O mau tempo provocou ainda danos em escolas, associações e diversos equipamentos.
Entre os registos mais significativos está uma habitação que perdeu a cobertura e várias quedas de árvores em diferentes freguesias.
A autarquia do distrito de Santarém está a fazer agora o levantamento dos prejuízos, ainda sem valores definidos, para criar uma linha de apoio destinada às associações e aos equipamentos municipais mais afetados.
“Estamos a fazer esse levantamento para podermos ter uma resposta ajustada dentro do orçamento municipal”, afirmou a presidente.
Sónia Ferreira explicou ainda que o município melhorou a sua capacidade de resposta desde o início do mandato, quando Benavente foi atingido pela tempestade Cláudia.
Desde então, foram criadas equipas preparadas em todas as freguesias e reforçadas as estruturas de apoio à proteção civil e à GNR.
“Ontem [segunda-feira] tivemos uma reunião de balanço com a proteção civil e forças de segurança e, no meio de todas estas ocorrências, o balanço foi bastante positivo”, destacou, salientando que as equipas estiveram no terreno em permanência.
Ainda assim, a autarca sublinhou que é necessário dotar as juntas de freguesia com mais equipamento, essencial para resolver pequenas ocorrências e libertar bombeiros e GNR para situações de maior gravidade.
No setor económico, Sónia Ferreira referiu que não há danos significativos nos setores agrícola, comercial ou industrial. Há, no entanto, culturas agrícolas perdidas, mas o impacto geral não é considerado severo.
A presidente reforçou que o maior risco permanece ligado à saturação dos solos, que pode originar novas quedas de árvores, representando perigo para automobilistas e peões.
“É preciso comunicar que todo o cuidado na circulação é pouco”, concluiu.















































