Uma nova variedade de banana que não escurece após o corte, desenvolvida pela empresa britânica de biotecnologia agrícola Tropic, obteve aprovação regulatória no Japão e no Brasil, permitindo a sua importação, comercialização e consumo nestes mercados, bem como a produção em território brasileiro.
Segundo a empresa, a autorização nestes dois países representa um passo relevante para a introdução desta variedade em mercados estratégicos da cadeia mundial de frutas frescas. No Japão, um mercado caracterizado por elevados padrões de qualidade e consistência, a nova banana surge alinhada com as exigências de frescura e segurança alimentar.
No Brasil, um dos maiores produtores e consumidores de banana a nível mundial, a aprovação abre caminho à produção local. O país representa cerca de 10% da produção global desta fruta, e a introdução da nova variedade poderá contribuir para reduzir perdas ao longo da cadeia de valor, ao mesmo tempo que diversifica a oferta disponível no mercado interno.
A característica diferenciadora desta banana é a sua capacidade de manter o aspeto e a qualidade após ser descascada ou cortada, permanecendo amarela por mais tempo. Esta propriedade permite reduzir o desperdício em diferentes fases da cadeia, incluindo retalho, restauração e distribuição.
Segundo Gilad Gershon, CEO da Tropic, “estas aprovações representam um grande passo em frente para levar produtos inovadores e com redução de desperdício aos consumidores em todo o mundo”. O responsável acrescenta que “o Japão e o Brasil desempenham papéis cruciais no mercado global de frutas, e estas decisões refletem a crescente confiança internacional em novas tecnologias agrícolas projetadas para cadeias de suprimentos modernas”.
A variedade foi lançada comercialmente em 2025 e corresponde à primeira nova variedade de banana introduzida em mais de 75 anos, mantendo sabor e textura semelhantes às variedades tradicionais, mas com maior durabilidade após o corte.
Segundo a empresa, o desenvolvimento desta variedade resulta de vários anos de investigação em biotecnologia agrícola e insere-se numa estratégia de redução do desperdício alimentar e melhoria da eficiência nas cadeias de abastecimento.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.
















































