O Festival Raízes Vivas regressa a Santarém nos dias 25 e 26 de setembro, esperando atrair entre 4.500 e 5.000 visitantes à cidade, numa segunda edição que aposta na gastronomia e na agricultura regenerativa, anunciou a organização.
Promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, em parceria com a Câmara Municipal de Santarém, o evento vai decorrer nas Portas do Sol e pretende afirmar-se como uma “reserva viva da cultura ribatejana”, reunindo produtores, artesãos, agricultores, chefs, músicos e agentes culturais.
O presidente da entidade regional de turismo, José Manuel Santos, considerou, em declarações à agência Lusa, que o festival possui “uma matriz diferenciadora” por assentar na valorização dos “produtos locais, da gastronomia e da ligação ao território”.
“Procura ir mais fundo na identificação, na descoberta, na valorização e na mostra ao público da tradicionalidade do Ribatejo”, afirmou, defendendo que o evento tem potencial para se afirmar como uma marca de referência da região e, no futuro, alcançar “projeção internacional”.
Segundo o responsável, a iniciativa enquadra-se na estratégia de reforço da promoção turística do Ribatejo, sublinhando que Santarém concentra atualmente cerca de 60% das dormidas registadas nos 11 municípios abrangidos pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo.
“Há aqui também o objetivo de, a partir do evento em Santarém, procurar colocar este evento noutros concelhos do Ribatejo”, referiu.
De acordo com José Manuel Santos, o festival vai reforçar o posicionamento turístico de Santarém, numa cidade já associada à gastronomia através do Festival Nacional de Gastronomia e de outras iniciativas ligadas ao setor.
“Os eventos são motores de viagens, são motores de turismo e este evento enquadra-se muito bem na proposta de valor turístico de Santarém e do Ribatejo”, sustentou.
Idealizado pelo chef Rodrigo Castelo, do restaurante Ó Balcão, em Santarém, o festival terá como um dos temas centrais a agricultura regenerativa, conceito que contribui “simultaneamente para a qualidade da oferta gastronómica e para o desenvolvimento económico do território”.
“A agricultura regenerativa é hoje, de certa forma, já um patamar à frente daquilo que é a sustentabilidade”, afirmou, acrescentando que o conceito está relacionado com formas de produção que respeitam os recursos naturais e fornecem produtos de maior qualidade para a restauração e para o turismo.
A programação inclui os Jardins da Gastronomia, onde chefs nacionais e associações ribatejanas irão confecionar pratos com produtos regionais e raças autóctones, além da Praça de Produtores, Artesãos & Agricultores, a Rua dos Ofícios, espaços dedicados à agricultura regenerativa e debates sobre sustentabilidade, alterações climáticas e inovação agrícola.
O festival contará ainda com concertos, demonstrações equestres, atividades associadas às tradições tauromáquicas, uma procissão e romaria a cavalo com a imagem de Nossa Senhora da Piedade e a II Grande Corrida de Toiros de Beneficência Raízes Vivas.
Para o presidente da entidade regional de turismo, a ambição passa por consolidar o evento como uma referência nacional da gastronomia.
“O objetivo de médio prazo é afirmar-se como um grande evento de gastronomia no país” e, mais tarde, tornar-se “um grande evento de promoção internacional do Ribatejo”, afirmou.
A primeira edição do Raízes Vivas realizou-se em 2025 na aldeia avieira das Caneiras, tendo este ano sido transferida para o centro histórico de Santarém devido ao crescimento da iniciativa.














































