As exportações de mercadorias dos países de língua portuguesa para Macau atingiram em 2025 um novo máximo histórico, de acordo com dados oficiais hoje divulgados.
O valor exportado pelos mercados lusófonos para o território fixou-se em 1,47 mil milhões de patacas (152,9 milhões de euros), mais 6,4% do que em 2024, de acordo com a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) de Macau.
Este valor foi também o mais elevado desde que a DSEC começou a recolher dados sobre comércio externo, em 1998, ultrapassando o anterior recorde, 1,43 mil milhões de patacas (148,5 milhões de euros), fixado em 2023.
A maioria do comércio de Macau com os países de língua portuguesa em 2025 veio do Brasil, no valor de 1,17 mil milhões de patacas (122,1 milhões de euros), mais 10,2% do que no ano anterior, sendo composta sobretudo por carne, peixe e marisco.
Macau comprou ainda a Portugal mercadoria no valor de 290,7 milhões de patacas (30,3 milhões de euros), menos 3,5% do que em 2024, nomeadamente vestuário e acessórios, carne, peixe e marisco, bebidas alcoólicas e produtos farmacêuticos.
De acordo com os dados oficiais, o bloco de países de língua portuguesa comprou a Macau mercadorias no valor de 2,97 milhões de patacas (cerca de 311 mil euros), menos 39,9% do que no ano anterior.
Os mercados lusófonos representaram em 2025 apenas 1,06% do comércio externo total do território.
Isto apesar da China ter estabelecido a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.
O organismo integra, além da China, os países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial.
As exportações de mercadorias por Macau para todo o mundo foram de 13,9 mil milhões de patacas (1,45 mil milhões de euros) em 2025, uma subida de 3,2%, indicou a DSEC.
Mas as exportações continuam muito longe do valor importado de mercadorias, que foi de 124,8 mil milhões de patacas (13 mil milhões de euros), ainda assim uma queda de 3%, em termos anuais.
O défice da balança comercial de Macau fixou-se em 110,9 mil milhões de patacas (11,5 mil milhões de euros), menos 3,5% relativamente ao ano anterior e o valor mais baixo desde 2020, no início da pandemia de covid-19.

















































