PORVID – Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira

PORVID – Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira

PORVID – Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira

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PORVID – Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira

A PORVID congrega várias entidades públicas e privadas em Portugal que se juntaram para promover a conservação das castas de videira presentes naturalmente no seu território. Para isso, tem a seu cargo a gestão do Pólo Experimental Central para a Conservação da Variabilidade das Videiras Autóctones que se localiza em Pegões, concelho de Palmela.
São associados da PORVID (em 2017):
. Adega Cooperativa de Favaios
. Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID)
. Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo (ATEVA)
. Associação dos Viticultores de Palmela (AVIPE)
. Aveleda S.A.
. Câmara Municipal de Palmela (CMP)
. CARMIM
. Casa Ermelinda de Freitas
. Cooperativa Agrícola de Sto. Isidro de Pegões
. Esporão SA
. Fita Preta Vinhos
. Fundação Maria Rosa
. Herdade da Malhadinha Nova
. Instituto Nacional dos Recursos Biológicos, IP (INRB)
. Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, IP (IVDP)
. Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de LIsboa (ISA-UTL)
. João Portugal Ramos Vinhos, SA
. José Maria da Fonseca, SA
. Real Companhia Velha, SA
. Sogrape Vinhos, SA
. Symington Family Estates
. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)
. VITISGES

VISÃO / MISSÃO

CONSERVAR, AVALIAR E UTILIZAR A VARIABILIDADE, DE FORMA SUSTENTADA A LONGO PRAZO
= COMPETITIVIDADE,
= QUALIDADE,
= IMAGEM

Relativamente ao compartimento inter-varietal da diversidade nacional:
(1) Fazendo a prospecção integral de todas as vinhas velhas e abandonadas do país, tendo em vista a identificação de castas até aqui não reconhecidas e a ampliação do actual parque de castas autóctones, afirmando-o como o mais denso do mundo

(2) Realizando a avaliação comparada básica, cultural e qualitativa (relativamente a ≈ 12 características), de todas as castas autóctones, permitindo a detecção das merecedoras de posterior estudo mais aprofundado, com vista ao seu efectivo uso pelos viticultores, pela indústria do vinho ou por outras indústrias que pretendam utilizar os produtos da videira como matéria-prima (alimentar, farmacêutica, cosmética, corantes, etc.);

Relativamente ao compartimento intra-varietal da diversidade nacional:
(3) Completando a guarda e a quantificação da variabilidade genética intravarietal da grande maioria das castas autóctones (quando ainda se puder encontrar), através da plantação de amostras de 50 a 500 clones, que autorizarão, posteriormente, a selecção “em tempo real” em direcções inovadoras, antecipadas em função da evolução do clima, da sociedade e do mercado;

(4) Desenvolvendo metodologias que potenciem a utilização eficiente da variabilidade conservada pelo sector, de entre os quais: delineamento experimental e modelos mistos para análise de dados; métodos de avaliação expedita na vinha de características inovadoras; caracterização da interacção «Genótipo x Ambiente» dos clones; saneamento de vírus por processos “naturais”; criação de processos de pré-multiplicação rápida e sanitariamente segura de clones;

Relativamente ao compartimento silvestre da diversidade nacional:
(5) Prospectando desde largas dezenas até algumas centenas de sítios de videiras silvestres, por varrimento de todas as bacias hidrográficas do país

(6) Complementando a prospecção com a conservação duradoura in situ e conservação redundante ex situ (para agilização do acesso aos materiais por parte dos investigadores, independente da pressão humana sobre os povoamentos naturais);

Relativamente à diversidade global:
(7) Promovendo a realização de estudos diversos (genéticos, evolutivos, moleculares) sobre todos os materiais conservados (cultivados e silvestres), orientados para a quantificação comparada da variabilidade relativamente ao Cáucaso e regiões da orla mediterrânica, com vista ao reconhecimento de Portugal como centro de origem e domesticação da videira;

(8) Difundindo sistematicamente informação relativa aos materiais conservados e ao conhecimento envolvente criado, direccionada para a utilização de uns e outros pela indústria do vinho, para a afirmação perante a Sociedade da consciência ambiental e cultural do sector vitivinícola e para a construção de uma imagem exterior de ancestralidade e de excelência das vinhas e do vinho portugueses.

Tapada da Ajuda
1349-017 Lisboa
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