Um cedro com 75 anos, plantado na década de 1950 na freguesia de Runa, concelho de Torres Vedras, é a grande vencedora da edição de 2026 do concurso Árvore do Ano Portugal, iniciativa integrada na competição europeia European Tree of the Year, que distingue árvores com histórias marcantes e promove a ligação entre a natureza e as comunidades locais.
O Cedro da Igreja de Runa foi a única proposta da região Oeste a chegar à fase final da votação nacional, numa edição que superou o número de candidaturas da passada edição – com um total de 51 árvores concorrentes de todo o país – e teve também uma maior participação do público, em relação ao ano passado, tendo ultrapassado os 18 mil votos.
Plantado no início dos anos 1950 pelo Sr. Alfredo, o cedro tornou-se, ao longo das décadas, parte essencial da história e da identidade da aldeia de Runa. Inicialmente frágil e amarelado, foi cuidadosamente protegido pelo seu plantador, conseguindo sobreviver contra todas as expectativas. A árvore testemunhou partidas e regressos, celebrações e silêncios, afirmando-se como ponto de encontro da saudade e dos abraços de gerações de runenses.
Segundo a Junta de Freguesia de Runa, promotora da candidatura, o cedro “merece afirmar-se como símbolo da aldeia de Runa e do concelho de Torres Vedras”.
Em segundo lugar na classificação ficou a Árvore da Borracha Australiana, de Ponta Delgada, nos Açores, e em terceiro a Canforeira da ESAC, de Bencanta, em Coimbra (ver tabela de classificações em anexo).
Enquanto vencedora nacional, a Árvore de Runa irá agora representar Portugal na fase europeia do concurso, que decorre em fevereiro, competindo com as árvores eleitas nos restantes 15 países participantes.
O concurso Árvore do Ano é dinamizado anualmente desde 2011 pela Environmental Partnership Association (EPA) e tem como missão valorizar as árvores enquanto património natural e cultural da Europa, destacando os serviços de ecossistema que prestam. A competição não distingue a árvore “mais bonita”, mas sim aquela cuja história está mais profundamente enraizada na comunidade onde se encontra e na vida dos seus habitantes.
Em Portugal, o concurso é representado pela UNAC – União da Floresta Mediterrânica.
Fonte: UNAC















































