A Angonabeiro exportou, em 2025, mais de 1,3 milhões de euros de café angolano para mercados como França, Suíça, Cabo Verde, Senegal e Brasil e registou um crescimento de 13,3% do volume de negócios, segundo um comunicado divulgado hoje.
De acordo com a empresa do grupo Nabeiro a operar em Angola, o volume total de negócios atingiu cerca de 29,9 mil milhões de kwanzas (perto de 28 milhões de euros), enquanto as exportações ascenderam a cerca de 1,4 mil milhões de kwanzas (1,3 milhões de euros).
A empresa indicou ainda que produz anualmente mais de 400 toneladas de café torrado e cerca de 400 toneladas de açúcar na sua unidade industrial em Luanda, a única fábrica do grupo do café Delta fora de Campo Maior, em Portugal, com capacidade adicional para produzir até 10 milhões de cápsulas de café por ano.
Na nota de imprensa, a Angonabeiro refere que compra café a grandes e médias fazendas, bem como a pequenos produtores, tendo já apoiado mais de 40 mil famílias angolanas, através da aquisição da produção, formação em boas práticas agrícolas e garantia de escoamento do café “verde” (antes da torrefação).
Citado no comunicado, o diretor-geral da Angonabeiro, Rui Gonçalves, afirmou que os resultados “refletem a trajetória de crescimento sustentado da Angonabeiro”, sublinhando que são fruto de “uma estratégia consistente, assente no reforço da capacidade produtiva” e na valorização do talento local.
Segundo Rui Gonçalves, a empresa está “profundamente empenhada no desenvolvimento do café em Angola”, tanto do ponto de vista do consumo como do cultivo, destacando a produção local do café Ginga e a recuperação da fileira do café nacional, com vista a recuperar o prestígio internacional do café angolano.
No comunicado acrescenta-se que a estratégia de relançamento do setor passa pela aposta na exportação, levando o café angolano a vários mercados internacionais, promovendo “a sua qualidade, identidade e potencial junto de diferentes públicos no mundo”.

















































