A Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC), evidencia o crescente interesse dos portugueses pela proteína de alta qualidade, mas reforça a superioridade das fontes proteicas naturais, em particular da carne, face às alternativas artificiais e processadas. Este texto é um comentário oficial ao artigo “A febre da proteína em Portugal”, publicado no Jornal Económico com autoria de António Sarmento.
A “febre da proteína” é um sinal encorajador de maior atenção à nutrição, mas muitos produtos enriquecidos como barras, iogurtes proteicos, pudins, pães, mousses e outros, dependem de isolados proteicos químicos, aditivos e processamentos industriais intensos para atingir teores proteicos elevados. Estes produtos, apesar da conveniência pontual, não se comparam à carne, que permanece sendo o “gold standard” das fontes proteicas: oferece proteína completa de alto valor nutricional, com perfil integral de aminoácidos essenciais, elevada biodisponibilidade e digestibilidade superior.
A carne tem muito mais do que apenas proteína. Ao contrário das proteínas isoladas e enriquecidas artificialmente, a carne proporciona uma matriz nutricional natural e sinérgica, rica em ferro heme, zinco, selénio, vitamina B12 (essencial para o sistema nervoso e prevenção de anemias), creatina, taurina e outros micronutrientes que atuam em conjunto para otimizar a saúde muscular, imunitária, cognitiva e energética. Do ponto de vista bioenergético, a carne destaca-se fornecendo substratos naturais que suportam o nosso organismo de forma equilibrada e sustentável, sem a dependência de aditivos ou formulações artificiais.
A carne e os produtos cárneos portugueses tradicionais entregam proteína de elevada qualidade sem necessidade de enriquecimentos artificiais, integrando-se perfeitamente numa refeição equilibrada, saborosa e culturalmente enraizada na dieta portuguesa. O declínio acentuado das vendas de proteínas alternativas à base de plantas, referido no artigo, confirma o
reconhecimento crescente do valor nutricional superior das fontes animais quando consumidas de forma moderada e variada.
A ingestão recomendada pela EFSA de 0,83 g de proteína por kg de peso corporal para adultos saudáveis é facilmente, e de forma mais completa, atingida com alimentos naturais como a carne, sem os riscos associados a excessos de isolados processados ou desequilíbrios nutricionais que podem surgir de dietas dependentes de suplementos artificiais.
A indústria cárnea portuguesa reafirma o compromisso com a qualidade superior, segurança alimentar, bem-estar animal e sustentabilidade, investindo em inovação para oferecer produtos cada vez mais alinhados com estilos de vida saudáveis e responsáveis. Defendemos o consumo responsável de carne como parte essencial de uma alimentação diversificada, rejeitando a ideia de que produtos artificiais enriquecidos sejam necessários ou preferíveis à riqueza natural da carne.
A APIC mantém-se disponível para colaborar em iniciativas que promovam informação nutricional rigorosa, defendendo o papel insubstituível da carne numa dieta saudável e equilibrada. Leia o artigo original aqui.
Fonte: APIC












































