Os produtores de cereais associam-se à CAP na reivindicação de um pacote de ajudas de cerca de 140 milhões de euros e marcaram presença na entrega do caderno reivindicativo ao primeiro-ministro, Luís Montenegro. Em causa, segundo as associações do setor, está a continuidade da fileira cerealífera nacional.
Em comunicado de imprensa, as três associações signatárias justificam o pedido com a subida dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes e com os baixos preços de comercialização dos cereais que, afirmam, ficam muito aquém do necessário para cobrir o aumento dos custos de produção.
Sem uma resposta célere e eficaz, os produtores de cereais alertam que a fileira pode ficar “irremediavelmente colocada em causa”, levando ao abandono de vastas áreas do território nacional. As associações reafirmam ainda a importância estratégica da produção de cereais para a economia nacional e para a soberania alimentar de Portugal.
A reivindicação surge depois de, no início de 2026, o Governo ter aprovado a Estratégia “+Cereais”, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2026. Na altura, o setor agrícola saudou o documento, que considera fundamental para relançar a produção de cereais em Portugal e reduzir a dependência face ao exterior.
Para os produtores de cereais, o atual contexto de instabilidade geopolítica mundial torna fundamental que os países garantam um grau de autoaprovisionamento alimentar suficiente, sob pena de ficarem excessivamente expostos a um contexto internacional cada vez mais imprevisível, lê-se no comunicado.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































