No início do ano o Governo aprovou a Estratégia “+Cereais” através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2026.
Na altura, o sector agrícola regozijou-se com a aprovação deste documento que se revela fundamental para relançar a actividade cerealífera em Portugal e reduzir a nossa crescente, e muito preocupante, dependência face ao exterior.
Efetivamente e num período marcado por uma acentuada instabilidade geopolítica mundial é fundamental os países garantirem um grau de autoaprovisionamento de alimentos suficiente, sob pena de ficarmos excessivamente expostos ao contexto internacional, cada vez mais imprevisível.
Perante o aumento descontrolado dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes e a não valorização da produção nacional de cereais, cujos baixos preços de comercialização ficam muito aquém do que seria necessário para cobrir o aumento dos custos de produção, os Produtores Nacionais de Cereais associam-se à CAP na legítima reivindicação de um pacote de ajudas a rondar os 140 milhões de euros que se revela imperioso face à conjuntura atual, sob pena desta fileira ficar irremediavelmente colocada em causa, levando ao abandono de vastas áreas do território nacional.
As três associações signatárias deste Comunicado reafirmam a importância estratégica do sector dos cereais para a economia nacional e para a soberania alimentar de Portugal, sublinhando a necessidade de uma resposta célere e eficaz que permita salvaguardar a continuidade desta produção.
Fonte: ANPROMIS, ANPOC E AOP














































