Na sequência da publicação, a 8 de setembro, do novo enquadramento de Investigação e Inovação (I&I) da Comissão Europeia para os setores agrícola e florestal, a Copa e a Cogeca marcaram presença na Conferência EU AgRI 2040, em Bruxelas. Foi a oportunidade para reforçar mais uma vez a nossa mensagem clara: a I&I da UE tem de produzir benefícios práticos no terreno para os agricultores.
O foco na saúde do solo, na eficiência da água e dos nutrientes, na saúde animal e vegetal, no melhoramento genético, na biotecnologia, na digitalização, na IA e na robótica constitui, para a Copa e a Cogeca, uma base sólida para a investigação futura. A inovação na bioeconomia, no setor florestal e nas zonas rurais pode também criar novas oportunidades e fontes de rendimento para os produtores primários. No entanto, em todas estas áreas, a prioridade deve ser a transição da investigação para a aplicação prática.
A situação atual do setor exige aplicações céleres e concretas no terreno. Precisamos de soluções que funcionem nas condições reais das explorações agrícolas, que sejam acessíveis e que tragam benefícios económicos e ambientais claros. Assim, as ferramentas digitais, a IA e a robótica devem ser avaliadas não apenas pelo seu potencial tecnológico, mas também pela sua viabilidade financeira e valor prático para os agricultores.
É por isso que os agricultores e as suas cooperativas têm de ter um papel mais forte nestes projetos. O nosso conhecimento é essencial para definir prioridades de investigação, conceber soluções conjuntamente, testar inovações e avaliar resultados. Reconhecemos, por isso, a intenção da Comissão de reforçar a participação dos agricultores através da abordagem multi-atores e de uma remuneração justa. Os agricultores europeus estão prontos para o desafio.
O reforço dos Sistemas de Conhecimento e Inovação Agrícolas (AKIS), dos serviços de aconselhamento, das atividades de demonstração e da troca de experiências entre pares será igualmente essencial para garantir que a investigação chega aos agricultores e se traduz em soluções práticas no terreno. Parcerias público-privadas mais fortes serão também determinantes para mobilizar o investimento e aproximar as soluções práticas dos agricultores.
Contudo, um financiamento adequado e previsível será crítico. Um orçamento forte e preparado para o futuro para a PAC pós-2027, com recursos protegidos adequados e um quadro comum para que os agricultores da UE invistam, entre outros, no conhecimento e na inovação, é uma pré-condição chave. A investigação agrícola deve ter um lugar claro no futuro Horizonte Europa e na arquitetura do Fundo Europeu de Competitividade para operacionalizar os investimentos.
Fonte: Copa & Cogeca















































