Num contexto marcado por tensões geopolíticas, pressões inflacionistas e crescente concorrência internacional, as exportações da indústria alimentar e das bebidas nacional cresceram 4,16% entre janeiro e julho de 2026, face ao período homólogo, segundo os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os mercados extracomunitários continuam a assumir-se como o principal destino dos produtos da indústria alimentar e das bebidas, concentrando exportações no valor de 1,510 milhões de euros. Entre os mercados que registaram maior crescimento, destacam-se o Brasil (25,45%) e Angola (22,12%). Em contraciclo, as exportações para os Estados Unidos da América recuaram 12,50%.
Na União Europeia as vendas ascenderam a 3.175 milhões de euros, mais 2,56% do que em igual período de 2025. Países Baixos (+20,64%), Itália (+13,35%) e Polónia (+11,91%) destacaram-se entre os mercados com maior dinamismo. Em sentido contrário, as exportações para a Bélgica diminuíram 4,27%.
Para a Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), os dados do INE evidenciam a capacidade das empresas do setor para se adaptarem, anteciparem tendências e responderem às exigências de consumidores cada vez mais informados. Este crescimento reforça a presença de Portugal nos mercados internacionais e o contributo da indústria alimentar e das bebidas para a transformação do perfil exportador da economia portuguesa.
O presidente da FIPA, Jorge Tomás Henriques, alerta, contudo, para a necessidade de criar condições que permitam consolidar esta trajetória: “O crescimento das exportações não pode ser dado como adquirido. Só através de uma atuação concertada entre empresas, associações, centros de conhecimento e decisores públicos será possível construir uma indústria agroalimentar mais forte, mais inovadora, mais sustentável e mais competitiva”.
Perante um contexto económico e geopolítico particularmente desafiante, a FIPA considera essencial reforçar os instrumentos de apoio à internacionalização, promover a competitividade das empresas e assegurar um enquadramento regulatório favorável ao investimento e à criação de valor.
Fonte: FIPA














































