A Região Demarcada dos Vinhos Verdes vai antecipar a vindima em cerca de uma semana, começando ainda em agosto, e prevê um aumento da produção de 6%, atingindo os 106 milhões de litros, disse hoje a presidente.
“Em 2025 houve uma produção muito próxima dos 100 milhões de litros e este ano prevemos 106 milhões. Portanto, mais 6% do que foi vindimado no ano anterior para a denominação de origem dos vinhos verdes”, afirmou, em declarações à Lusa, Dora Simões, Presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).
A vindima “deverá iniciar de forma mais consistente na semana de 24 de agosto, antecipando numa semana e uns dias o que aconteceu em 2025”, devido às alterações climáticas, mas também “às condições meteorológicas” deste 2026, “um ano com bastante chuva”.
“Há reservas hídricas boas no solo, portanto o desenvolvimento da planta vai-se dando de uma forma mais consistente. E as temperaturas têm sido boas para o desenvolvimento da videira. Houve em junho temperaturas bastante elevadas que provocaram algum escaldão na região, mas que não têm impacto na produção geral. Depois não se voltaram a verificar temperaturas máximas muito elevadas outra vez”, explicou a responsável.
Dora Simões observa que, “como o desenvolvimento vegetativo e o estado de acessibilidade das vinhas” são bons, evoluiu-se para uma antecipação da vindima.
Por outro lado, o mercado tem mostrado interesse por “vinhos com grau mais baixo, mantendo uma boa acidez, que também é característica dos vinhos verdes”.
“Também não se pretende que os vinhos tenham sobrematuração. Queremos vinhos com um equilíbrio alcoólico bom. E, portanto, não há muito interesse em que a uva continue a ganhar grau, se já estiver equilibrada”, refere.
A região conta também “com uma quantidade significativa de vinhas jovens, resultado da reestruturação feita durante a última década, o que justifica constância na produção e também na qualidade das uvas”, acrescenta.
Numa nota informativa enviada em resposta a questões da Lusa, a comissão explica que o ano teve um “reduzido registo de pragas e doenças”, o que “atesta a qualidade das uvas”, prevendo-se uma “excelente qualidade” na vindima.
“A campanha 2026/2027 resulta de um ano em que a precipitação média regional nos primeiros meses do ano foi superior ao período homólogo em 2025, com reposição significativa das reservas hídricas no solo, o que foi importante dada a preocupação cada vez mais premente com o impacto das alterações climáticas e o impacto destas no stress hídrico na videira”, refere.














































