A Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC) responde ao policy brief “Changing Habits and Defaults: Behavioural Tools for the Protein Transition” do projeto LIKE-A-PRO, financiado pela União Europeia. Este documento promove o uso de “nudging” para reduzir o consumo de carne e promover proteínas alternativas à base de plantas, alegando benefícios ambientais, de saúde e sustentabilidade. No entanto, esta abordagem é enviesada, ignora dados oficiais equilibrados e ameaça a liberdade de escolha dos consumidores, bem como o setor de criação animal português, que é vital para a economia nacional. Baseados em estatísticas oficiais e verificadas de fontes como a Eurostat, a Comissão Europeia, a OMS, a FAO e o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal, refutamos as principais alegações, defendendo uma dieta diversificada que inclua carne de forma sustentável.
Impacto Ambiental: Uma Visão Equilibrada e em Evolução Positiva
O policy brief afirma que a criação animal contribui para 56-58% das emissões alimentares, utilizando 83% das terras agrícolas mundiais, enquanto fornece apenas 37% das proteínas e 18% das calorias. No entanto, dados oficiais da UE mostram um panorama mais realista e otimista. As emissões de metano da agricultura na UE diminuíram 21% entre 1990 e 2022, e as emissões totais do setor de criação animal caíram 23% no mesmo período, mesmo com aumento na produção. Além disso, produtos de origem animal e vegetal contribuem quase igualmente para as emissões dietéticas globais (52% vs. 48%), contrariando a ideia de que a carne é o único vilão, uma vez que o uso de fertilizantes sintéticos (responsáveis por uma parte massiva das emissões de óxido nitroso N2O, um gás com potencial de aquecimento centenas de vezes superior ao C02), a desflorestação para introdução de monoculturas e a queima de resíduos agrícolas contribuem significativamente para as emissões vegetais. Ler artigo completo aqui
Fonte: APIC
















































