Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030: Contributo – Centros de Competências

Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030: Contributo – Centros de Competências

  1. Enquadramento

A Inovação e a Investigação revelam-se fundamentais para o sector agro-florestal nacional se adaptar aos novos desafios que lhe são colocados tanto no âmbito da nova Política Agrícola Comum (PAC), como na produção de alimentos e matérias-primas que são produzidos, transformados e exportados pelo nosso país.

Por outro lado, a partilha de informação entre os diversos agentes do sector agro-florestal é essencial, ao facilitar a transferência e a divulgação do conhecimento junto do público-alvo a que se destina, seja ele agricultores, produtores florestais, docentes, investigadores ou técnicos da administração pública e privada.

Os Centros de Competências, como estruturas que agregam os produtores, a indústria, o sistema científico e tecnológico nacional e as autarquias, têm-se revelado determinantes para alcançar a necessária competitividade e sustentabilidade socioeconómica do sector agro-florestal nacional, revelando-se fundamentais na transferência de conhecimento entre os centros de investigação e os produtores nacionais.

O Plano de Recuperação Económica agora apresentado deve assim e em nossa opinião, contemplar um grande projecto nacional para completar as infra-estruturas tecnológicas e de gestão, nomeadamente das escolas, universidades, institutos politécnicos e centros tecnológicos e de investigação.

As infra-estruturas tecnológicas – centros de competências e outras estruturas de interface – têm apoiado o crescimento da produtividade e da competitividade das empresas portuguesas, em particular das PME, que têm dificuldade em desenvolver projectos de I&D isoladamente.

É, assim, muito importante dar toda a atenção às instituições e protagonistas capazes de executar os projectos de I&D, de os ligar às empresas e de potenciar as suas aplicações na economia e na valorização da produção nacional.

Tendo por base este ponto do plano de recuperação, é obrigatório considerar o papel fundamental e a enorme relevância que os Centros de Competências têm tido e vão continuar a ter no envolvimento das empresas e na elaboração das prioridades de investigação orientadas para as metas e objectivos económicos das mesmas.

Contribuindo os Centros de Competências para o desenvolvimento das fileiras em que se integram, parece-nos fundamental que estas estruturas devam ser consideradas no grande projecto nacional das infra-estruturas tecnológicas de gestão, que se encontram distribuídas por todo o país.

O apoio financeiro a estas estruturas e à implementação das suas Agendas de Investigação e de Inovação deverá constituir uma prioridade do nosso País, tendo em vista continuar a estratégia de modernização da agricultura e da floresta portuguesa, sendo também fundamental apoiar a modernização de algumas das infra-estruturas existentes em muitos destes Centros.

Face ao exposto, discriminamos de seguida os quinze Centros de Competência que subscrevem este documento, elencando a sua localização e missão.

→ Descrição dos Centros de Competência subscritores ←

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