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– 08-06-2005 |
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Vinho: Grande embaixada portuguesa "ataca" mercado dos EUAPorto, 07 Jun Segundo o presidente da direc��o da Federa��o das Confrarias B�quicas de Portugal (FCBP), Albino Jorge, esta delega��o representa um movimento in�dito do sector para "atacar" um nicho de mercado de alta qualidade, aproveitando a for�a de vendas da comunidade portuguesa local. Trata-se, pois, de uma "excelente oportunidade" para os pequenos e m�dios exportadores penetrarem numa zona onde existem mais de 500 mil portugueses, sustentou, em declarações � agência Lusa. Em 2004 os EUA colocaram-se em sexto lugar entre os principais destinos dos vinhos portugueses (6,47 por cento, excepto Vinho do Porto e da Madeira), sendo precedidos neste ranking por Angola (13,87), Fran�a (12,91), It�lia (9,39), Reino Unido (8,61) e Alemanha (7,41), conforme valores provis�rios do INE. Segundo dados da Comissão de Viticultura da Regi�o do Alentejo, os seus vinhos são os mais exportados para os EUA (43,2 por cento), seguindo-se os Verdes (20,3), Douro (10,7), D�o (7,4), Set�bal (8,0), Estremadura (4,2), Bairrada e Beiras (3,2), Ribatejo (2,5) e Algarve (0,3). No que respeita ao Vinho do Porto, os EUA foram, entre Janeiro e Abril de 2005, o sexto maior importador, com 121.054 caixas de 9 litros, verificando-se, no entanto, um decréscimo de 16,2 por cento em rela��o ao período hom�logo de 2004. Fran�a, Holanda, B�lgica e Reino Unido ocupam os primeiros lugares. A decorrer de 9 a 13 de Junho, o programa da iniciativa inclui, no ambito das celebra��es do Dia de Portugal, a entroniza��o de várias personalidades locais e uma missa celebrada pelo bispos de Viseu e Newark na Bas�lica do Sagrado Cora��o de Jesus, onde se estima a presença de várias centenas de pessoas. O dia 10 de Junho será, ali�s, o ponto alto desta "missão", que promover� sess�es de provas para profissionais de restaura��o, importadores, distribuidores, imprensa especializada, l�deres de opini�o e público em geral, estando previsto para dia 12 um desfile das 14 confrarias portuguesas participantes. Representantes de regi�es vin�colas portuguesas frisaram, em declarações � Lusa, que os 57.335 hectolitros dos vinhos (excepto Porto e Madeira) exportados para os EUA em 2004 constituem uma quantidade pequena para um mercado t�o vasto e promissor. Francisco Pimenta, juiz da Confraria dos En�filos do Alentejo, reconheceu, em declarações � Lusa, que "numa primeira fase, grande parte do consumo [dos vinhos portugueses] � feito através do mercado da saudade, que tem sido o nosso caminho de entrada", mas considera que "a aposta tem de ser não s� na comunidade portuguesa mas Também no resto do mercado". � que, salientou Francisco Pimenta, os vinhos portugueses apresentam como grande trunfo a diferencia��o face aos vinhos de monocastas a que os consumidores americanos estáo habituados. Com uma comitiva de 15 pessoas, entre as quais quatro produtores, a confraria do Alentejo diz que a regi�o j� regista para os EUA "n�veis bastantes bons de vendas", mas acredita que h� ainda "muito potencial a explorar" naquele mercado. Lu�s Gusm�o Rodrigues, da Confraria do Vinho Verde, apontou Também o mercado americano como "forte" para os vinhos da regi�o, destacando a import�ncia de, em Newark, residir uma "enorme col�nia" portuguesa, respons�vel por cerca de 300 restaurantes. "� um mercado com imenso potencial, ainda pouco explorado", considerou, lamentando a "pouca iniciativa" exportadora de Portugal na área dos vinhos, sobretudo quando o pr�prio relatério de Michael Porter sobre o sector aponta os EUA como mercado priorit�rio. Segundo Lu�s Gusm�o Rodrigues, "j� se vende alguma coisa para os EUA, mas muito mais se podia vender com mais apoios � exportação". Em contrapartida, alerta, os outros países produtores de vinho "não estáo a dormir" como Portugal, beneficiando h� muitos anos de "campanhas e quantias fabulosas" investidas em iniciativas de exportação. Destacando o m�rito da Federa��o das Companhias B�quicas de Portugal numa iniciativa "totalmente privada e sem estar pendurada no Estado", levar aos EUA uma t�o forte comitiva portuguesa, a Confraria do Vinho Verde inclui nesta "missão" mais de uma dezena de produtores. O presidente da FCBP admite que, caso esta experi�ncia resulte, a federa��o das confrarias b�quicas estar� receptiva a replicar a iniciativa noutros países. Albino Jorge manifesta-se confiante no sucesso desta ac��o, que contar� Também com a presença da Federa��o das Confrarias Gastron�micas de Portugal, admitindo que em futuras ac��es semelhantes poder�o existir condi��es para incluir igualmente outros produtos agr�colas portugueses, como o azeite. "� um ponto de partida para uma organiza��o mais vasta", referiu o dirigente, que acredita que este evento se pode converter, em edi��es futura, numa grande feira anual. O objectivo � que a experi�ncia seja seguida noutros países, acrescentou Albino Jorge, admitindo que o Canad� e o Brasil possam ser os próximos destinos desta "grande embaixada" portuguesa. Albino Jorge reconhece que Portugal não tem condi��es para competir com os vinhos "do novo mundo", nomeadamente ao nível. dos pre�os, pois apenas produz uma colheita por ano, quando h� países (como por exemplo o Chile) com duas e tr�s devido � sua geografia. "Mas temos as castas, o sol e o clima, que criam a grande diferen�a", contrap�s o respons�vel, recordando o estudo feito pela Monitor Group de Michael Porter, que aponta a possibilidade do mercado americano se tornar num dos mais importantes importadores de vinho portugu�s. De acordo com o estudo apresentado no ano passado, até 2010 � poss�vel aumentar as vendas dos vinhos portugueses nos mercados do Reino Unido e Estados Unidos em cerca de 100 milhões de euros, passando a factura��o de 19 para 73 milhões no primeiro e de 17 para 63 milhões no segundo. A desloca��o aos Estados Unidos � sustentada financeiramente por cada uma das confrarias participantes, entre as quais estáo a do Vinho do Porto, do Vinho Verdelho dos Biscoitos (A�ores), do Vinho da Madeira, do Vinho Verde, dos Jornalistas dos Vinhos Portugueses, dos En�filos da Regi�o Demarcada do Douro, do D�o, da Estremadura, do Alentejo, de Santo Onofre, da Regi�o de �bidos, de são Vicente, da Bairrada e a En�fila de Nossa Senhora do Tejo (Ribatejo).
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