Todolivo I-15: Resultado de um longo programa de melhoramento

Todolivo I-15: Resultado de um longo programa de melhoramento

A Todolivo culminou um longo programa de melhoramento genético que permitiu a obtenção de 38 novas variedades de azeitona, precoces, muito produtivas e com extraordinário rendimento de gordura.

Um projeto que começou em 2007 com a seleção dos pais com que os futuros cruzamentos seriam feitos. Optou-se por variedades que se destacaram pela sua alta produtividade, precocidade e rendimento em gordura mas também por aquelas que apresentaram alta tolerância ou resistência a certas doenças ou ainda cujos azeites se destacaram pela sua qualidade ou pelas características organoléticas apreciadas. Diz a Todolivo que um expoente claro deste programa de melhoramento genético é a Todolivo I-15P , a primeira variedade comercializada pela empresa a partir do seu programa.

Foi obtida em 2008 por cruzamento dirigido entre a Arbosana I-43R e a Koroneiki I-38R. De porte reduzido, precoce entrada em produção e produtividade elevada e constante, mostra um desempenho em gordura muito elevado tanto na colheita adiantada como na atrasada. “É tolerante ao olho de pavão e à tuberculose e possui um azeite de propriedades organolépticas extraordinárias, únicas no mercado”.

De acordo com o departamento de comunicação da Todolivo, é uma variedade que surpreendeu o corpo técnico da empresa nos dois ensaios realizados até à data. “Na parcela “Cruz de los Huertos” produziu uma média de 2.388 kg de azeite /ha nas 9 campanhas que foram colhidas, enquanto que na exploração “La Mata”, um ano e dez meses depois de ser plantada obteve 925 kg azeite/ha, e na segunda safra obteve extraordinária produtividade e rendimento em gordura, tanto na colheita de outono como na do princípio de dezembro”. Até à data o estudo da tolerância e/ou resistência ao verticilium ainda não está concluído, mas a empresa avança que a variedade foi plantada numa parcela infetada por este fungo desde 2008 sem que até hoje tenha sido afetada por ele.

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O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

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