O secretário regional da Agricultura dos Açores sublinhou hoje a eficácia do programa LEADER no desenvolvimento rural do arquipélago, com um investimento de 41,8 milhões de euros, apoiando 696 projetos do PRORURAL+ (2014-2025) e cofinanciado pelo instrumento (FEADER).
O secretário regional da Agricultura e de Alimentação, António Ventura, falava durante uma visita ao projeto “Próteas Arline Avelar”, conjuntamente com a presidente do conselho de administração da GRATER, em São Bartolomeu, concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.
A iniciativa, focada na diversificação agrícola e na valorização de produtos endógenos, conta com o apoio do LEADER enquanto ferramenta financeira de proximidade.
“O LEADER tem sido uma ferramenta determinante para dar voz aos territórios e apoiar quem quer investir e criar oportunidades nas nossas ilhas”, afirmou António Ventura, citado numa nota divulgada pelo executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM).
Nos Açores, o programa assenta no Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC), implementado pelos Grupos de Ação Local (GAL), uma metodologia considerada estratégica para responder aos desafios da dispersão geográfica e à necessidade de diversificação da economia rural e insular.
Segundo a Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, em 2025 o programa foi reforçado com 18,5 milhões de euros, garantindo que “o progresso chegue de forma inclusiva a todas as ilhas e estimulando a criação de emprego local, desde o setor agroalimentar ao turismo sustentável”.
Olhando para o novo período de programação no âmbito do PEPAC Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (2026-2028), António Ventura anunciou uma dotação de 14,4 milhões de euros e “uma medida inovadora” destinada a estimular o tecido empresarial nas zonas rurais.
“No PEPAC, o programa LEADER, vai atribuir um prémio de instalação de 15 mil euros às empresas que se instalarem em território rural açoriano, independentemente da sua classificação económica”, adiantou o titular da pasta da Agricultura nos Açores.
O governante sublinhou que a legislação necessária para o novo ciclo de apoios já se encontra em fase de preparação, garantindo “a continuidade do desenvolvimento rural e comunitário até 2028”.
















































