Produção nacional responde à chamada e mostra-se num momento difícil – 26 de novembro

Produção nacional responde à chamada e mostra-se num momento difícil – 26 de novembro

Os melhores exemplos de inovação no sector agroindustrial português vão estar amanhã em destaque na apresentação do Prémio Produção Nacional Intermarché, a que o Expresso se associa, e que pode seguir amanhã em direto, no Facebook do jornal, a partir das 15h.

Na linha da frente, sem nunca parar e a garantir que a cadeia de abstecimento aos consumidores portugueses nunca tenha sido interrompida. A produção nacional não se escondeu ao longo destes meses de pandemia e os produtores têm respondido às dificuldades com resiliência e exemplos de inovação que permitiram uma adaptação sem precedentes.

“Foram sentidos efeitos económicos negativos, em várias atividades agrícolas, decorrentes da pandemia, mais acentuados em determinadas produções de que noutras, mas com impacto pela redução dos preços pagos à produção ou perdas de mercado, em resultado da diminuição da procura”, confessa Nuno Russo, secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. “Contudo”, acrescenta, “a agricultura mostrou uma grande resiliência durante todo este ano, com esta pandemia que nos surpreendeu a todos, pois nunca parou e os nossos produtores continuaram a fazer chegar à mesa dos portugueses, e aos principais mercados de exportação, produtos seguros, frescos e de qualidade”.

São alguns desses produtos e projetos inovadores que vão estar em destaque na cerimónia de atribuição do Prémio Intermaché Produção Nacional, iniciativa a que o Expresso se associa e que elege o melhor que se faz no sector em quatro categorias, a saber: Produção Primária, Produtos Transformados, Inovação em Embalagem e Ideias com Potencial. O evento terá direito a transmissão em direto no Facebook do Expresso a partir das 15h de amanhã, 26 de novembro.

Sustentabilidade

“Penso que a pandemia veio acelerar o que já era tendência e responsabilizou o consumidor português, que hoje tem mais presente que o futuro de muitas empresas nacionais também passa pelas suas opções de consumo”, defende o administrador do Intermarché, Martinho Lopes. “Acredito que esta tenha sido a grande alteração no consumo e, nesta alteração, o Prémio Intermarché Produção Nacional teve a sua cota de responsabilidade, valorizando e dignificando o que é nacional e trazendo para o circuito da Distribuição produtos de excelência”.

Além do prémio, vai haver ainda lugar para um conjunto de conversas em que vão estar em evidência os principais tópicos que marcam o sector agroindustrial e da distribuição em Portugal, como a quebra acentuada no canal Horeca (hotelaria e restauração), o aumento dos custos de produção e a disrupção nos canais internacionais de comércio. Por outro lado, oportunidades como a digitalização e um maior foco na sustentabilidade também vão estar em discussão. Para o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, Eduardo Oliveira e Sousa, “não pretendemos interromper os circuitos internacionais mas queremos que os consumidores e os produtores nacionais se aproximem mais” para “apreciar aquilo que de bom se produz no nosso no território”.

Além de Nuno Russo, Martinho Lopes e Eduardo Oliveira e Sousa, a cerimónia vai contar com a presença de Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED; Virgílio Almeida, vice-presidente da Faculdade de Medicina Veterinária; António Guerreiro de Brito, presidente do Instituto Superior de Agronomia; Carlos Figueiredo, vogal do Conselho de Administração da Docapesca e Paula Silva, presidente da Quercus. Saiba mais sobre os vencedores na edição impressa do Expresso.

O artigo foi publicado originalmente em Expresso.

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