Na edição de 2026 da Fruit Attraction, a presença conjunta promovida pela Portugal Fresh – Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal constitui «a maior presença de sempre», com 50 entidades num espaço de 838 metros quadrados, mais 138 m² do que em 2025, «o que representa um crescimento de quase 20%», salienta a entidade. A associação indica que a comitiva portuguesa integra mais de 30 empresas produtoras e exportadoras, oito parceiros institucionais e de serviços ao sector, e nove associações de produtores, acrescentando que estes números traduzem «a dinâmica cada vez mais forte das empresas nacionais na aposta pela internacionalização e na promoção conjuntas».
A Portugal Fresh, que representa actualmente 112 associados e cerca de 5.000 agricultores cerca de 5.000 agricultores, tem vindo a organizar desde 2011 presenças conjuntas na Fruit Attraction, que é uma das principais feiras empresariais do sector das frutas e legumes a nível mundial, que tem lugar anualmente em Madrid, Espanha, e que, na edição de 2026, decorre de 6 a 8 de Outubro. A associação refere que «a presença na Fruit Attraction 2026 surge num momento importante para o sector», uma vez que, «em 2025, as exportações portuguesas de frutas, legumes e plantas ornamentais atingiram um máximo histórico de cerca de 2,6 mil milhões de euros, triplicando o valor gerado há 16 anos, quando a Portugal Fresh foi criada», sendo que agora a Portugal Fresh assume o objectivo de «ultrapassar os três mil milhões de euros anuais de exportações até 2030».
Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh, afirma que «atingir os 3 mil milhões de euros de exportações anuais até 2030 é uma meta ambiciosa, mas é um compromisso que assumimos publicamente». «Para lá chegar, precisamos de garantir mais e melhor acesso à água, com uma gestão eficaz dos recursos hídricos. Precisamos de uma resposta pública mais eficaz e rápida a fenómenos climáticos extremos, que são cada vez mais frequentes. E, por fim, precisamos de condições de competitividade equivalentes às dos nossos principais concorrentes europeus, em particular, Espanha.»
Gonçalo Santos Andrade sublinha também que «o facto de regressarmos à Fruit Attraction ano após ano, e de o fazermos com comitivas muito representativas do sector, mostra como este evento é hoje um pilar da nossa estratégia de promoção internacional». «As empresas têm demonstrado uma enorme evolução na participação: a um mês do evento, as agendas já estavam praticamente fechadas, com muitas reuniões programadas há vários meses. É um verdadeiro centro de negócios, que permite evitar inúmeras viagens a diferentes geografias», assinala.
A Portugal Fresh informa que «Espanha representa 35% do valor das exportações nacionais de frutas, legumes e plantas ornamentais e é o maior mercado de destino para o sector». Neste âmbito, o presidente da Portugal Fresh avisa que a balança comercial com o país vizinho «está a agravar-se, atingindo já um saldo negativo de mais de 400 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, explicado sobretudo pela gigante desproporção de apoios canalizados para o sector pelos respectivos governos. Em Espanha o apoio ultrapassa os 1.100 milhões de euros. Em Portugal, os agricultores receberam cerca de 26 milhões de euros».
Para a Portugal Fresh, «o novo pacote de 40 milhões de euros, anunciado pelo Governo para compensar a subida dos preços dos fertilizantes e da energia, chega tarde e fica aquém do necessário». Nas palavras de Gonçalo Santos Andrade, «os montantes são exíguos face às necessidades reais dos produtores» e «aguardamos agora para ver quando este apoio chega efectivamente ao terreno».
A associação salienta ainda que, nesta edição, a organização da Fruit Attraction elegeu a batata como produto em destaque e convidou compradores dos Emirados Árabes Unidos e da China, «uma oportunidade que a Portugal Fresh e as empresas portuguesas pretendem maximizar». «De forma mais global, o objectivo da associação passa por valorizar a produção nacional através de canais e soluções com valor acrescentado, consolidar a relação com os mercados habituais e, ao mesmo tempo, acelerar a diversificação de clientes externos, com destaque para o Brasil e o potencial aberto pelo Acordo UE-Mercosul, sem esquecer o acordo UE-Índia», destaca a Portugal Fresh. Neste contexto, o presidente da Portugal Fresh assegura que a associação continuará a fazer a sua parte, ao «investir em promoção e internacionalização de forma consistente». Deixa ainda a nota de que, no próximo ano, ambiciona criar a interprofissional do sector, «para alavancar ainda mais a promoção interna e externa».
O artigo foi publicado originalmente em Revista Frutas Legumes e Flores.














































