PCP pede urgência em solução para mercadorias e bens nas Flores

PCP pede urgência em solução para mercadorias e bens nas Flores

O deputado do PCP no parlamento dos Açores, João Paulo Corvelo, pediuesta terça-feira  “urgência” numa solução para o abastecimento de mercadorias e bens para a ilha das Flores, semanas depois da passagem pelo arquipélago do furacão “Lorenzo”.

“Os empresários e comerciantes florentinos estão muito próximo de rutura de ‘stocks’. Há comerciantes e empresários que ainda não receberam quaisquer mercadorias suas que estavam agendadas para chegar às Flores no antigo barco regular na semana” do furacão, afirma o parlamentar comunista, em nota de imprensa.

A representação parlamentar do PCP, prossegue o texto, “exige que o Governo Regional encontre com urgência uma solução para o abastecimento de mercadorias e bens para a ilha das Flores”.

E prossegue: “É necessário um barco que transporte 40 a 50 contentores para as Flores. A economia da ilha das Flores não aguentará por muito mais tempo se não tiver meio de receber mercadorias e bens para venda local, bem como os agricultores que continuam impossibilitados de exportar as mil cabeças de gado vivo que está pronto para sair das Flores”.

No caso da outra ilha do grupo ocidental dos Açores, o Corvo, tem sido o deputado do PPM, Paulo Estêvão, a dizer que o abastecimento da ilha “não está a funcionar corretamente e isso acarreta riscos para a toda a população”.

“A ilha está submetida a fortes condicionamentos ao nível do abastecimento marítimo de bens e, tal como as Flores, impera no Corvo um regime de racionamento de combustível. Não chegou qualquer abastecimento de produtos congelados desde o início do mês – e a dependência da ilha do Corvo é muito grande a este nível -, não chegaram materiais para a construção civil, que já se debate com graves dificuldades, e existem fortes restrições ao nível de todas as outras mercadorias”, alertou o deputado recentemente em nota de imprensa.

Durante a passagem do “Lorenzo” pelos Açores, a 2 de outubro, foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas.

A passagem do furacão causou a destruição total do porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo ocidental.

No total, o mau tempo provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, segundo o Governo Regional dos Açores.

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O artigo foi publicado originalmente em Açoriano Oriental.

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