A Associação Palombar prevê concluir até setembro a regeneração do habitat e a recuperação dos equipamentos de salvaguarda do abutre-preto no Douro Internacional, que foram destruídos num incêndio em agosto.
“Conseguimos angariar o montante necessário para recuperar o centro de aclimação e todo o bloco técnico que foram destruídos pelo incêndio que ocorreu em agosto de 2025 no Douro Internacional”, disse hoje à agência Lusa o biólogo da Palombar Iván Gutiérrez.
Segundo o responsável, a recuperação deverá ficar concluída até setembro deste ano, sendo que outra das ações previstas é continuar com as sementeiras de cereais para fixar as espécies locais, como o coelho, que servem de alimento ao abutre-preto (‘Aegypius monachus’).
O técnico adiantou ainda que estes donativos, no valor de 30 mil eurs, são um extra ao projeto de recuperação do abutre-preto no Douro Internacional, que ficou muito condicionado pela violência do incêndio que deflagrou no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), no concelho de Freixo de Espada à Cinta, onde está centrada esta iniciativa ibérica de salvaguarda e preservação ambiental.
A verba arrecadada vai igualmente ajudar a comprar novos equipamentos necessários para substituir e garantir a autonomia e funcionamento do sistema de videovigilância e recuperação destas aves rupícolas.
Em 21 de agosto, o incêndio que deflagrou na área do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) que consumiu cerca de 12 mil hectares de uma importante mancha desta área protegida deixou um forte impacto ambiental na colónia de abutre-preto.
Segundo a Palombar, a onda de solidariedade gerada pela campanha de angariação de fundos “Ajudar o abutre-preto após o incêndio na área do PNDI” permitiu atingir a meta estabelecida, de 30 mil euros, valor necessário para implementar todas as ações de recuperação e conservação desta espécie ameaçada de extinção no pós-incêndio.
O projeto de recuperação do abutre-preto na Península Ibérica é coordenado pela Palombar e tem uma dotação financeira de 3,7 milhões de euros, comparticipados em 75% pelo Programa LIFE da União Europeia e com cofinanciamento da Viridia – Conservation in Action e pela MAVA – Foundation pour la Nature.
Envolve várias entidades nacionais e internacionais ligadas à proteção da natureza e vai continuar no terreno até 2027.













































