Nova tecnologia de proteção contra incêndios nasceu em Coimbra

Nova tecnologia de proteção contra incêndios nasceu em Coimbra

A Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial e o Instituto de Sistemas e Robótica da Universidade de Coimbra desenvolveram uma tecnologia de proteção em caso de incêndio florestal.

As soluções foram desenvolvidas por 25 investigadores e construídas no âmbito do projeto “Fire Protect – Sistemas de Proteção de Pessoas e Elementos Críticos Expostos ao Fogo”, coordenado por Domingos Xavier Viegas.

São três os sistemas tecnológicos criados:

  • uma cobertura (tela) para proteção de pessoas em viaturas
  • um sistema de aspersão capaz de reduzir o impacto do fogo nas estruturas dos edifícios.
  • uma cerca para proteção de habitações e de aglomerados populacionais

Tela de proteção

Destina-se, sobretudo, a autotanques de bombeiros. Segundo o comunicado enviado à Renascença, esta cobertura é refletora e resistente ao fogo, capaz de “garantir condições de sobrevivência a pessoas que estejam dentro de uma viatura”, refere Domingos Xavier Viegas.

Proteção de habitações e populações

Os resultados dos testes realizados foram “bastante promissores”, indica a nota de imprensa. Com este sistema – em que os cientistas ainda estão a explorar diversos formatos possíveis – é possível “dar condições adequadas, por exemplo, a residentes que estejam a tentar proteger as suas casas quando o fogo se aproxima, evitando que estejam à última hora a correr com baldes e mangueiras”.

As experiências realizadas, com vegetação real e com fogos de grande intensidade, demonstraram que, “com recurso a uma pequena quantidade de água, o sistema molha a vegetação de forma eficaz e consegue proteger um perímetro de algumas centenas de metros. Quando as chamas chegam junto dessa zona humedecida baixam a sua intensidade”.

Sistema de aspersão

Pretende proteger a construção e é instalado no próprio edifício. Asperge água para humedecer o telhado e as paredes, de forma a reduzir as consequências do impacto do fogo quando as chamas se aproximam.

As soluções – “robustas, profissionais e eficazes”, garante a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra – originaram quatro pedidos de patente. O próximo passo é desenvolver soluções especializadas para a indústria – por exemplo, instrumentos que protejam estruturas críticas como redes de telecomunicações e de energia elétrica.

O projeto “Fire Protect” teve um financiamento de 700 mil euros do programa Mais Centro da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

A equipa da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) é responsável pela caraterização das chamas, avaliação do impacto do fogo e desenvolvimento experimental em laboratório e no terreno, assim como pela implementação de pilotos e protótipos; o grupo do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) é responsável pelo desenvolvimento de sensores e automação dos equipamentos.

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O artigo foi publicado originalmente em Rádio Renascença .

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