Municípios alentejanos de fronteira perderam o apoio aéreo de combate a incêndios

Municípios alentejanos de fronteira perderam o apoio aéreo de combate a incêndios

Equipamento servia quatro concelhos e autarca de Moura considera que a região “fica completamente desprotegida”.

Devido às orientações emanadas da última directiva sobre o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, o centro de meios aéreos de Moura perdeu o apoio aéreo que ali estava destacado e que servia os municípios de Moura, Barrancos, Mértola e Serpa.

 

Álvaro Azedo, presidente da Câmara Municipal de Moura, lembra que nos últimos anos a presença deste meio aéreo “contribuiu para a preservação da floresta e da paisagem agrícola dos municípios de Moura (PS), Barrancos (PS), Mértola (PS) e Serpa (CDU)”. O autarca considera que a região “fica completamente desprotegida” com a decisão tomada pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a quem os autarcas destes concelhos já solicitaram uma audiência, com carácter de urgência.

Em carta enviada ao gabinete do ministro da Administração Interna, os presidentes dos quatro municípios alentejanos “lamentam ainda a ausência de diálogo no decorrer deste processo”, que levou a uma tomada de decisão, que consideram,“errada.”

A decisão de retirar o único apoio aéreo que servia os quatro concelhos contraria a disponibilidade que a Câmara de Moura, o CDOS de Beja e a EDIA mantiveram ao longo dos últimos três anos na concretização de um conjunto de benfeitorias nas instalações do Centro de Meios Aéreos de Moura.

O autarca de Moura não descortina uma razão ponderosa que justifique a decisão de retirar o meio aéreo, que também dava apoio à estrutura sediada junto à Barragem de Alqueva. Álvaro Azedo reforça a importância da presença de um apoio aéreo por se tratar de um instrumento “crucial” no ataque inicial aos incêndios, sobretudo numa vasta região onde as distâncias entre corpos de bombeiros são elevadas, em média 30 quilómetros. Ficam assim comprometidas as intervenções iniciais aos incêndios, com base numa decisão que “pode contribuir para o agravamento dos cenários que os operacionais vão encontrar”, conclui o autarca de Moura.

 

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