Cerca de meia centena de agricultores estão reunidos em frente à Assembleia da República em protesto contra o acordo Mercosul, a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) e a resposta do Governo face às intempéries.
Os agricultores, dirigentes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e os seus associados seguram faixas com frases contra a reforma da PAC e contra o acordo Mercosul.
“Não ao tratado UE-Mercosul”, lê-se numa das faixas.
A CNA entregou ainda um documento na residência oficial do primeiro-ministro e outro na Assembleia da Republica com reivindicações referentes à PAC, às intempéries e ao Mercosul.
Em relação ao acordo da União Europeia com a América do Sul, este é “um fator que pressiona os preços pagos aos produtores para baixo, sobretudo nos setores que às quais vão ser levantadas tarifas”, segundo o dirigente da CNA, Vitor Rodrigues, que falava ao jornalistas à margem da concentração.
“Significa mais um passo para empurrar a agricultura para um modelo mais industrializado, mais superintensivo, mais monocultura”, acrescentou.
Vitor Rodrigues pediu ainda ao Governo para que todos os concelhos abrangidos pelas tempestades tenham acesso aos apoios, não apenas aqueles em que foi decretado estado de calamidade.
“Aquilo que nós vivemos a reivindicar é que todos os concelhos abrangidos que tenham tido intempéries sejam abrangidos pelos apoios, e neste momento são apenas abrangidos pela situação de calamidade”, disse.
Os agricultores pretendem também que o montante dos apoios a fundo perdido aumente de 10.000 euros para 15.000 euros, e pedem também que a UE mobilize fundos e que esteja disponível para derrogações e moratórias.
“Será necessário mobilizar outros fundos e que a União Europeia esteja disponível para dar derrogações e moratórias”, afirmou, acrescentando até “que o limite dos 15.000 euros é insuficiente, face à escala de muitos prejuízos”.
Face à PAC, a CNA exige um orçamento forte e que fortaleça a agricultura dos pequenos e médios agricultores.
“Nós precisamos, de facto, de uma PAC com um orçamento forte, com orçamentos dedicados quer aos apoios diretos, quer ao desenvolvimento rural e que aplique medidas restritivas para fortalecer a nossa agricultura e, em particular, os pequenos e médios agricultores”, reiterou o dirigente da confederação.













































