Indústria Alimentar e Distribuição estabelecem compromissos de reformulação nutricional

Indústria Alimentar e Distribuição estabelecem compromissos de reformulação nutricional

[Fonte: Revista Frutas Legumes e Flores]

A Indústria Alimentar e a Distribuição assinam hoje, dia 2 de Maio, com o Ministério da Saúde, um compromisso alargado que envolve a redução progressiva dos teores de açúcar, sal e gorduras trans em várias categorias de produtos alimentares.

A monitorização independente ficará a cargo da Nielsen e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

A FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, a APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, e um conjunto de associações sectoriais chegaram a um entendimento com o Ministério da Saúde para o estabelecimento de metas de reformulação nutricional de várias categorias de produtos alimentares (ver infografia abaixo), que ficarão agora espelhadas em protocolos a assinar com o Ministério.

Para além da representatividade das organizações envolvidas, este processo ganha um elemento inovador, pelo facto de incorporar um robusto sistema de monitorização independente, conduzido pela Nielsen e pelo Instituto Nacional de Saúde, que irá permitir acompanhar a evolução da composição nutricional dos produtos que representam 80% das vendas das várias categorias, apresentando balanços anuais com base na média ponderada por volume de vendas, o que canaliza os processos de reformulação para os produtos mais consumidos.

Para o presidente da FIPA, Jorge Tomás Henriques, «os compromissos agora estabelecidos permitem dar uma nova evidência ao trabalho que a indústria alimentar já vem desenvolvendo há vários anos e que se tem reflectido numa oferta alimentar cada vez mais diversificada e adaptada à novas exigências dos consumidores e da sociedade em geral». O responsável máximo da Federação considera ainda que «este é um bom exemplo de como o trabalho conjunto pode dar frutos», e deixa o alerta «de que medidas de carácter unilateral e impositivas por parte do Governo ou do Parlamento terão consequências de muito menor alcance ao nível da saúde pública».

Para a presidente da APED, Isabel Barros, «a prioridade é dar resposta às novas tendências de consumo e às preocupações da sociedade, assumido o papel proactivo dos agentes económicos na disponibilização de uma oferta cada vez mais saudável».

A representante das empresas de distribuição destaca ainda a importância de se «manter um clima de diálogo entre os vários actores» e reforça a ideia de que «este é o caminho mais acertado para a promoção de estilos de vida mais saudáveis».

Os acordos alcançados resultam de um ano de trabalho conjunto entre as associações empresariais e o Ministério da Saúde e enquadram-se na Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), que tem vindo a ser operacionalizada pela Direcção-Geral da Saúde.

Infografia: clique na imagem para melhor visualização

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