Incêndios. PSD vai avaliar trabalho do Governo no final da época de fogos

Incêndios. PSD vai avaliar trabalho do Governo no final da época de fogos

“Aquilo que todos esperamos – e eu sou o primeiro – é que o Governo tenha feito um trabalho suficiente para que, no caso de haver grandes incêndios, haja capacidade para os combater e não acontecer o que aconteceu em 2017 e 2018”, afirmou Rui Rio

O presidente do PSD disse esta segunda-feira, em Viana do Castelo, que vai avaliar o trabalho do Governo no final da época crítica dos incêndios florestais, esperando que não se repita o que “correu mal” em 2017 e 2018.

“Em Portugal, estamos todos expectantes sobre o resultado do trabalho do Governo para a época dos incêndios. Aquilo que todos esperamos – e eu sou o primeiro – é que o Governo tenha feito um trabalho suficiente para que, no caso de haver grandes incêndios, haja capacidade para os combater e não acontecer o que aconteceu em 2017 e 2018”, afirmou Rui Rio, a propósito dos dois anos que hoje se cumprem sobre a tragédia de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

Questionado pelos jornalistas, à margem do lançamento do livro “E agora, Portugal? – Tribuna Social”, do ex-deputado Eduardo Teixeira, Rui Rio admitiu que a “preparação” da época crítica dos fogos florestais não está a “correr da melhor maneira”, mas declarou “preferir aguardar para ver o resultado do trabalho do Governo”, liderado pelo socialista António Costa, e “se a capacidade de resposta aumentou ou não”.

“Ainda recentemente tivemos a notícia de que em 15 de maio, quando as aeronaves deviam estar prontas a operar, ainda não estavam. Eu prefiro aguardar pelo fim da época dos incêndios e ver o resultado do trabalho do Governo. Não quero fazer pré-avaliações. Esperemos que não haja incêndios, mas também todos nós sabemos que se, em 2019, não houver incêndios é um acaso, porque infelizmente, pelas alterações climáticas, vão ocorrer cada vez mais. Temos de estar preparados para os evitar e, acima de tudo, depois para os combater”, defendeu.

O incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017 em Pedrógão Grande e que alastrou a concelhos vizinhos provocou a morte de 66 pessoas e 253 feridos, sete dos quais graves, e destruiu cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.

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O artigo foi publicado originalmente em Expresso.

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