O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse hoje que o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) vai funcionar até 31 de maio para as regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.
“O âmbito territorial é nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, nos municípios afetados pela tempestade”, afirmou José Manuel Moura, em Leiria, na apresentação do CIPO, instalado numa viatura da ANEPC estacionada nos Bombeiros Sapadores de Leiria.
O CIPO tem como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.
A redução do risco de incêndio rural antes do verão, num ano em que há milhares de árvores caídas devido às tempestades, é o que Governo pretende com esta estrutura, que envolve os ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar, cujos titulares estiveram na sessão de apresentação.
Integram o CIPO, além da ANEPC, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Guarda Nacional Republicana, Liga dos Bombeiros Portugueses e Estado-Maior-General das Forças Armadas.
Sobre o CIPO, cuja coordenação é da ANEPC, José Manuel Moura admitiu a sua vigência, prevista terminar em 31 de maio, “tem sempre uma possibilidade de prorrogação”.
O presidente da ANEPC adiantou que a criação do Comando Integrado de Prevenção e Operações resultou da “queda massiva de árvores” decorrente da depressão Kristin, que provocou “a obstrução crítica da rede viária florestal”, com “agravamento significativo do risco do interface florestal-urbano” e com risco para a segurança das populações e infraestruturas.
“O nosso foco neste momento, e a nossa grande preocupação, é que estamos a dois meses do início de mais um DECIR [Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais]. O estado em que a continuidade horizontal do combustível se encontra, para nós, constitui, de facto, mais um óbice”, salientou.
Destacando o papel das várias entidades que integram esta nova estrutura, José Manuel Moura salientou que o trabalho deste comando “é validar a informação” e “criar zonas prioritárias” de intervenção para a desobstrução de caminhos florestais.
E, a partir da informação, “são atribuídas missões” às entidades que têm meios, aquelas que integram o CIPO ou outras.
“A nossa grande missão é a desobstrução” de caminhos, com o corte de material lenhoso ou limpeza, frisou, referindo ser necessário haver área disponível para os carros de combate a incêndios poderem circular.
Destacando o trabalho de articulação das diferentes entidades, o presidente da ANEPC salientou que nesta articulação não se pode “descurar em nenhum momento” ou comprometer, o DECIR.
“Este trabalho tem de ser feito em complementaridade. Não podemos nunca deixar de perceber que, daqui a meia dúzia de dias, temos o problema dos incêndios florestais e, portanto, vai concorrer de alguma forma com este dispositivo e nós temos de estar preparados para estas duas situações”, acrescentou.















































