Grupo de Trabalho da Inovação da RRN debate rede de explorações de demonstração

Grupo de Trabalho da Inovação da RRN debate rede de explorações de demonstração

O Grupo de Trabalho Temático da Inovação da Rede Rural Nacional reuniu por vídeoconferência esta segunda-feira, dia 18 de janeiro, com o tema “rede de explorações de demonstração”. A reunião online teve a presença de cerca de 40 dos seus membros, para debater a Missão Saúde do Solo e Alimentação, criada no âmbito do programa-quadro Horizonte Europa, da Comissão Europeia, uma iniciativa centrada nas questões do solo, ligando às questões da alimentação.

Teresa Pinto Correia, investigadora da Universidade de Évora e Vice-presidente do Conselho da Missão Saúde do Solo e Alimentação, da Comissão Europeia, fez a primeira intervenção e apresentou a proposta que define as principais linhas de atuação no âmbito da Missão Solo.

São cinco as missões criadas pela União Europeia que contribuirão para os objetivos do Pacto Ecológico Europeu, bem como dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A Missão Saúde do Solo e Alimentação, em concreto, pretende tornar a investigação na UE mais proximos dos objetivos de inovação necessários para melhorar as questões de competitividade e sustentablidade nos vários setores, sendo transversais e juntando vários intervenientes e várias iniciativas distintas.

O objetivo da missão, de acordo com Teresa Pinto Correia, é “ambicioso”, e visa alcançar até 2030 solos saudáveis em pelo menos 75% de todos os solos em cada Estado-Membro ou, pelo menos, que registem uma melhoria significativa para todos os indicadores onde os níveis estejam abaixo de limiares aceitáveis e requeridos para que o solo suporte os serviços dos ecossistemas essenciais para a alimentação, as pessoas e o clima.

No âmbito da missão, uma das ações propostas nesta reunião foi o estabelecimento de uma rede de explorações laboratórios vivos (Living Labs) e de explorações farol (Lighthouses), para vários tipos de uso do solo (explorações agrícolas, florestas, áreas industriais e ambientes urbanos), funcionando junto dos produtores e de acordo com as suas necessidades.

As explorações farol poderão ser áreas de paisagem, de floresta, de gestão de numa escala urbana onde se comprove o uso de boas práticas, podendo ser visitadas para demonstração. Os laboratórios vivos terão a função de criar conhecimento, onde se pretende que seja feita investigação, pondendo ser, por exemplo, parcelas experimentais.

“O que se pretende é ter uma rede em todas as regiões que reconheça a importância dos laboratórios vivos e das explorações-farol, que tem de ser relevantes e adaptadas às condições do contexto”, refere a investigadora.

Que laboratórios vivos e explorações farol criar? Quais são as que fazem sentido em cada região? Estratégia dentro da região? Como vão ser implementados? Estes foram alguns dos pontos em debate nas três sessões que se realizaram em simultâneo, sessões essas muito dinâmicas e participadas.

Consulte a apresentação Missão Saúde do Solo e Alimentação, proferida por Teresa Pinto Correia (Universidade de Évora).

Para mais informação sobre Explorações-Farol (Lighthouses) e Explorações Laboratório-Vivo (Living Labs), consultar:

O artigo foi publicado originalmente em Rede Rural Nacional.

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