Com o objetivo de sensibilizar produtores e caçadores para a importância da PSA e promover a notificação da suspeita no Sistema de Prevenção e Controlo das doenças dos Animais – SPC; Promover o reconhecimento dos sinais clínicos e a atuação face a suspeita; Instruir sobre as boas práticas de prevenção face às possibilidades de transmissão, incluindo as medidas de biossegurança; e dar conhecimento sobre as obrigações e atuação em caso de surto de PSA, quer em suínos quer em javalis, a DGAV organizou nos dias 14 e 15 de janeiro um exercício de simulação de foco de Peste Suína Africana.
Para os serviços veterinários oficiais e médicos veterinários sanitários, este exercício permitiu também testar a investigação de suspeita em suínos utilizando o SPC (colheita de amostras, inventário, recolha de quadro clínico e inquérito epidemiológico); Planificar as intervenções de eliminação do foco (occisão e eliminação de cadáveres e limpeza e desinfeção); Planificar a atuação nas zonas de proteção e vigilância e em instalações como matadouros e centros de agrupamento; e planificar as intervenções em caso de infeção detetada em javalis.
O exercício juntou a DGAV, os médicos veterinários responsáveis sanitários, os produtores, as organizações da caça, a Sociedade Científica de Suinicultura, o INIAV, o Exército, a Proteção Civil e a GNR.
Os mais de 50 participantes foram divididos em seis grupos com diferentes tarefas, nomeadamente:
- Investigação de Suspeita A – Biossegurança do ponto de entrada; Uso e eliminação de Equipamento de Proteção Individual (EPI); Inventário dos animais e produtos para efeito de indemnização;
- Investigação de Suspeita B – Avaliação clínica e reconhecimento da doença; Recolha de amostras e seu condicionamento correto; Preenchimento da requisição de análise;
- Investigação de Suspeita C – Inquérito Epidemiológico e documentação; Indicação de principais fontes suspeitas; Construção de linha do tempo com a cronologia dos eventos importantes;
- Despovoamento – Determinar necessidades; Plano de occisão para a exploração; Eliminação de subprodutos e cadáveres; Limpeza e desinfeção;
- Medidas de Vigilância para Javalis – Identificar no mapa a zona infetada e descrever medidas; Identificar as equipas e a sua progressão no terreno (recursos humanos); Identificar os materiais e equipamentos necessários; Eliminação de javalis mortos;
- Medidas para as Zonas de Proteção e Vigilância – Descrição das medidas a aplicar na ZP e ZV; Identificar as necessidades de equipas e para que atividades; Identificar os materiais e equipamentos necessários; Descrição de outras zonas de restrição Reg. (UE) n.º 2023/594; Comunicação
A atividade culminou com a apresentação dos procedimentos a tomar em cada uma das seis tarefas.
O artigo foi publicado originalmente em FPAS.

















































