A Federação Agrícola dos Açores (FAA) defendeu hoje que o apoio extraordinário de 10 cêntimos por litro ao gasóleo agrícola, prolongado pelo Governo da República para vigorar até final de 2026, seja também aplicado aos agricultores açorianos.
O primeiro-ministro anunciou na quarta-feira o prolongamento até ao final do ano do apoio extraordinário ao gasóleo agrícola e que o próximo Conselho de Ministros tomará decisões para os setores dos transportes, bombeiros e instituições particulares de solidariedade social.
“Uma das decisões que tomámos foi precisamente a de prolongar até ao final do ano o apoio extraordinário ao gasóleo agrícola, portanto ao setor da agricultura e da floresta, (…) com 10 cêntimos por litro, um regime que esteve em vigor até 30 de junho e que nós prolongamos agora (…) até 31 de dezembro”, afirmou Luís Montenegro, que falava no final do Conselho de Ministros, que decorreu, na Universidade Politécnica de Bragança.
Em comunicado, a FAA afirma que, nos Açores, o gasóleo agrícola aumentou 48,2 cêntimos por litro desde o início do ano e alerta para o risco de a Região ficar, “uma vez mais, sem uma resposta equivalente à dada no continente”.
“A expectativa da FAA é que esta ajuda seja também estendida aos agricultores dos Açores, à semelhança dos três milhões de euros destinados aos combustíveis e fertilizantes, e que o Governo Regional agilize a parte burocrática para que estes apoios possam chegar rapidamente aos agricultores”, afirma o presidente da FAA, Jorge Rita, citado na nota.
A FAA considera ainda que o apoio anunciado pela República é insuficiente quando comparado com as medidas adotadas em Espanha, alegando que a situação “coloca os agricultores portugueses numa posição de menor competitividade”.
“Estamos, neste momento, na expectativa de saber como essas ajudas serão operacionalizadas e que soluções tem o Governo Regional para ajudar os agricultores açorianos, como tem sido feito em outros países da Europa”, acrescenta Jorge Rita.
A Federação pretende reunir com o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) para conhecer as medidas que estão a ser preparadas para fazer face à “descida do preço do leite e da carne, ao aumento do gasóleo agrícola e à subida dos restantes custos dos fatores de produção”, adianta.














































