Fábricas de bagaço podem ter “os dias contados”

Fábricas de bagaço podem ter “os dias contados”

A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), dando continuidade a um projeto que teve início em 2008 e retomado em 2019, assinou vários protocolos com entidades agroindustrais e agropecuárias da região com vista à criação de Unidades de Recirculação de Subprodutos de Alqueva (URSA).

Texto Aníbal Fernandes

São 18 as empresas e associações que decidiram aderir ao protocolo para a transformação de subprodutos agrícolas, pecuários e agroindustriais de qualidade em matérias fertilizantes orgânicas estabilizadas, através de um processo de compostagem.

O documento, a que o “Diário do Alentejo” teve acesso, explica que “as atividades agrícolas, pecuária e agroindustrial em desenvolvimento no Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EMFA) produzem quantidades significativas de subprodutos orgânicos, ricos em carbono, passíveis de transformação em fertilizante agrícola”. O seu aproveitamento, através do processo de compostagem, e posterior aplicação nos terrenos, reduz o uso de fertilizantes industriais e aumenta a capacidade de retenção de água e nutrientes, “possibilitando a sua utilização mais gradual pelas plantas, com redução das perdas por lixiviação e, consequentemente, das necessidades de fertilização mineral”.

David Catita, responsável da EDIA pelo projeto, diz que o processo está em marcha e que as empresas Olivimundo e a Rabadoa já formalizaram os respetivos pedidos de licenciamento junto da Câmara de Beja. As outras entidades são Vale Formoso (Granja), Esporão, Terras de Azeite, Paço do Conde, Olivum, Olivais do Sul, Olibest (Serpa), Nutrifarms (Oliveira da Serra), Moragri (Boavista), Maria da Guarda (Serpa), Innoliva, Herdade dos Grous, Comissão Vinhos do Alentejo, Associação de Produtores Agricultura Precisão (Elvas), Jerónimo Martins (Monte Trigo) e Casa Relvas (Vidigueira).

Para além destas unidades comunitárias, que estão disponíveis para receber material seco de outros produtores locais, a EDIA candidatou-se, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), à construção de mais seis grandes unidades comunitárias em Serpa, Ferreira do Alentejo, Elvas, Pegões, Santarém e Mirandela.

As unidades particulares necessitam de um investimento entre 100 e 200 mil euros e são passíveis de ser apoiados financeiramente em cerca de 45 por cento. Já as unidades a criar pela EDIA custarão à volta de 500 mil euros. A diferença no investimento justifica-se com o facto das empresas já a laborar terem, em parte […]

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