Painel de OGM da EFSA conclui que a soja MON 94313 é tão segura como variedades convencionais, não identificando riscos para a saúde ou para o ambiente na União Europeia.
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) publicou um parecer científico no qual conclui que a soja geneticamente modificada MON 94313, desenvolvida para tolerar quatro grupos de herbicidas, é segura para utilização em alimentos e rações. Após uma avaliação de risco abrangente, o Painel de Organismos Geneticamente Modificados (GMO Panel) determinou que esta soja apresenta um perfil de segurança comparável ao das variedades convencionais e de referência não transgénicas.
A soja MON 94313 foi concebida para resistir a herbicidas à base de dicamba, glufosinato, 2,4-D e mesotriona. Segundo a EFSA, esta tolerância múltipla foi obtida através da introdução de quatro cassetes de expressão genética — dmo, pat, ft_t.1 e tdo — que permitem à planta metabolizar ou resistir à ação destes compostos.
Durante a avaliação, os peritos analisaram a caracterização molecular do evento, bem como as características agronómicas, fenotípicas e a composição do grão. Foram identificadas ligeiras diferenças nos níveis de metionina e da proteína Gly m Bd 28K, mas a EFSA refere que análises adicionais confirmaram que estas variações não levantam preocupações em termos de segurança ou valor nutricional.
O parecer científico destaca ainda que não há evidência de toxicidade ou alerginicidade associada às proteínas DMO, PAT, FT_T.1 e TDO expressas na planta. Assim, a EFSA conclui que o consumo de alimentos e rações derivados da soja MON 94313 não representa um risco nutricional para humanos ou animais, considerando também desnecessária a implementação de monitorização pós-comercialização.
No que diz respeito ao impacto ambiental, o Painel afirma que a soja MON 94313 não deverá representar riscos para o ambiente europeu em caso de derrame acidental de sementes viáveis ou libertação de materiais processados na União Europeia.
O parecer completo pode ser consultado em EFSA Journal, onde se encontra detalhada a avaliação científica realizada.
O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.












































