Covilhã com projeto para alargar Regadio da Cova da Beira

Covilhã com projeto para alargar Regadio da Cova da Beira

Alargar o Regadio da Cova da Beira às freguesias do lado direito do Zêzere, desde o concelho de Belmonte até ao do Fundão. A ideia foi apresentada, na sexta-feira, à ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, durante uma reunião que a governante promoveu na Covilhã com vários representantes do setor agrícola e autarcas da região.

O encontro, que decorreu à porta fechada, visou recolher contributos para a Agenda de Inovação da Agricultura e o regadio foi um dos temas mais destacado, sendo que a Câmara da Covilhã aproveitou para abordar a necessidade de se alargar o Regadio da Cova da Beira à margem direita do Rio Zêzere.

No final da sessão, o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, explicou que o município já está a trabalhar o projeto desde a anterior legislatura e que entregou a conceção do plano a uma empresa, sendo que o objetivo é avançar com uma candidatura. Referiu que será necessário fazer uma albufeira no concelho da Covilhã, mas preferiu não especular sobre a localização exata ou adiantar o valor do investimento.

Acrescentou que as eventuais linhas de financiamento para a obra estão a ser estudadas e que o enquadramento final de uma candidatura ainda não está definido, mas que o projeto deve abarcar os concelhos vizinhos de Belmonte e do Fundão, não estando excluída a hipótese de uma candidatura conjunta.

Regadio a Sul em análise

Um procedimento que já ocorreu para o projeto do Regadio a Sul da Gardunha, que foi candidatado numa parceria entre a Câmara do Fundão e a Câmara de Castelo Branco.

Questionada pelos jornalistas sobre esse processo, a ministra da Agricultura limitou-se a dizer que o mesmo está a ser avaliado e não quis revelar mais pormenores ou comprometer-se com uma data para a decisão.

Protocolo em Idanha

De referir que, na quinta-feira, Maria do Céu Albuquerque também esteve em Idanha-a-Nova, onde A governante falava em Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, onde visitou a empresa Sementes Vivas e assistiu à assinatura de um protocolo de parceria de agricultura e produção biológica – o ‘Organic Farming’ – que envolve sete entidades e que visa a criação de um centro de experimentação aplicada no domínio da agricultura biológica, agregando cerca de 800 hectares de terreno e de infraestruturas, onde várias empresas desenvolvem a sua atividade agrícola, utilizando o centro de formação existente na herdade do Couto da Várzea.

O artigo foi publicado originalmente em Jornal do Fundão.

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