A posição do Parlamento Europeu relativa ao Acordo UE-Mercosul confirma as preocupações que a CONFAGRI tem vindo a expressar, insistentemente, ao longo dos últimos meses respeitante à necessidade de existir uma completa clarificação sobre a reciprocidade das obrigatoriedades legais, impostas aos agricultores europeus, ao nível da produção alimentar.
Assim, a CONFAGRI considera que este é o momento para que os decisores políticos reflitam sobre uma estratégia europeia para o setor agroalimentar, pois tal como aponta Nuno Serra, Secretário-Geral da CONFAGRI, “Num momento em que a Europa se prepara para estabelecer acordos comerciais com outros blocos económicos, o mínimo que a Comissão Europeia deveria fazer seria reforçar o apoio e investimento no seu próprio setor agroalimentar. Inacreditavelmente, com a nova PAC, faz exatamente o oposto”.
Perante isto, Nuno Serra defende ainda que “É inaceitável que a Comissão Europeia corte drasticamente nas verbas destinadas à inovação, conhecimento e bioeconomia, áreas fundamentais para a competitividade, qualidade e sustentabilidade da produção europeia.”.
Assim, a CONFAGRI exige uma reflexão responsável por parte da Comissão Europeia e defende que o setor agroalimentar precisa de uma estratégia sólida e coerente que proteja a produção interna, valorize o trabalho dos agricultores, potencie este setor económico e salvaguarde a segurança alimentar dos consumidores europeus.
Fonte: Confagri

















































