Combate à doença da podridão radicular dos trevos

Combate à doença da podridão radicular dos trevos

CoLab InPP e Fertiprado recolhem as primeiras amostras de trevo-da-pérsia e do agente patogénico que ataca esta planta, utilizada no Alentejo e em Elvas para a produção de pastos destinados a alimentar gado criado em liberdade.

O laboratório colaborativo InnovPlantProtect (InPP) vai desenvolver uma solução tecnológica, baseada em produtos existentes no mercado, para proteger prados de trevo-da-pérsia (Trifolium resupinatum) contra a podridão radicular. A iniciativa resulta de uma parceria assinada a 2 de dezembro de 2020 com a Fertiprado, empresa associada do InPP.

Esta leguminosa forrageira está particularmente adaptada – em particular as variedades da Fertiprado – à produção de pastos em Portugal e países com invernos semelhantes ao português. No Alentejo e em Elvas, o trevo-da-pérsia é sobretudo utilizado como alimento para gado criado em liberdade, “devido ao seu alto teor em proteína e à sua capacidade de retenção do azoto atmosférico”, sublinha Pedro Fevereiro, diretor executivo do InPP.

A ação visa isolar e identificar o agente causador da podridão radicular. A necessidade foi reconhecida pela Fertiprado, que, ao longo dos anos, tem vindo a registar o aumento da incidência desta doença nos seus prados, em particular nos que são utilizados para produção de semente. Na segunda semana de janeiro, fitopatologistas do InPP efetuaram a primeira saída de campo, acompanhados por Ana Barradas, diretora de Investigação e Desenvolvimento da Fertiprado, para recolherem amostras de trevo-da-pérsia e do agente patogénico que o ataca.

O trabalho encontra-se na fase inicial e a identificação da espécie/ estirpe causal da doença está prevista para entre março e abril de 2021, adianta Pedro Fevereiro. Numa segunda fase, proceder-se-á à “sequenciação do seu genoma e a identificação molecular da estirpe”. A terceira fase consistirá na “testagem e identificação da melhor solução baseada no revestimento das sementes com um biopesticida”.

O artigo foi publicado originalmente em InnovPlantProtect.

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