A Câmara de Lisboa aprovou hoje um protocolo com quatro associações humanitárias de bombeiros voluntários (AHBV) da cidade para a rega de árvores, durante seis meses, atribuindo-lhes um total de 180 mil euros, 45 mil euros a cada.
“A plantação de 2.695 árvores de caldeira, efetuada nos últimos cinco anos, em locais sem sistema de rega, obriga a que seja assegurada a sua hidratação na estação quente, por forma a minimizar eventuais insucessos, evitando perdas ou colocando em causa o seu normal desenvolvimento, impedindo de alcançar-se o propósito da plantação destas árvores”, expôs a vereadora de Estrutura Verde, Joana Baptista (independente eleita pelo PSD), na proposta de atribuição de apoio financeiro.
De acordo com Joana Baptista, das seis AHBV da cidade, quatro delas – Beato e Penha de França, Campo de Ourique, Lisboa e Lisbonenses – disponibilizaram-se a assegurar o protocolo de rega para os meses de maio a outubro deste ano, enquanto as outras duas, Ajuda e Cabo Ruivo, não conseguiram, “por motivos internos, garantir capacidade operacional para o efeito”.
A parceria da Câmara Municipal de Lisboa (CML), através da Direção Municipal de Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia (DMAEVCE), com estas quatro AHBV constitui “um importante passo para a manutenção do bom estado destas jovens árvores e da sua consolidação futura”, contribuindo para a estratégia do executivo de resiliência e sustentabilidade da cidade, através do arrefecimento, da mitigação das alterações climáticas, da melhoria da qualidade do ar e também da melhoria da qualidade de vida dos utentes.
Com efeitos retroativos ao mês de maio, vigorando até outubro, a CML vai transferir o montante máximo de 180 mil euros, correspondente à atribuição de 45 mil euros a cada uma das quatro AHBV envolvidas.
As associações ficam obrigadas a disponibilizar uma viatura autotanque e meios humanos para execução das rotas definidas pela CML/DMAEVCE para a rega das árvores, bem como a assegurar uma rega semanal a todas as árvores sob sua responsabilidade.
Nesta reunião, o executivo aprovou também a proposta da liderança PSD/CDS-PP/IL para a realização do Programa BIP/ZIP Lisboa 2026 – Parcerias Locais, prevendo uma despesa de 400 mil euros. A proposta foi viabilizada com a abstenção de PS, Livre, BE e PCP, informou à Lusa fonte da autarquia.
Com os votos contra do Chega, foram aprovados apoios para as edições deste ano do festival TODOS – Caminhada de Culturas, no valor de 225 mil euros, e do Festival Iminente, no valor de 275 mil euros.
Foram também viabilizados, com a abstenção do Chega, apoios financeiros a nove entidades da área da cultura, num valor total de 133.500 euros, para “incremento ou continuidade de iniciativas de interesse municipal”, e a não atribuição a outras quatro entidades culturais, tendo este último ponto sido aprovado com votos contra de Livre e BE, e a abstenção do PS.











































