O Governo brasileiro disse hoje à China estar preocupado com as limitações que Pequim impõem sobre as exportações brasileiras de carne bovina, anunciou o executivo.
A preocupação foi demonstrada durante uma conversa telefónica entre o vice-presidente brasileiro e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, com o vice-presidente da República Popular da China, Han Zheng.
Nessa conversa, de acordo com um comunicado do Governo brasileiro, Geraldo Alckmin “demonstrou preocupação com as salvaguardas aplicadas pela China às exportações de carne bovina, ressaltando a relevância do setor pecuário para a economia brasileira”.
O responsável brasileiro “enfatizou ao vice-presidente chinês a importância do tema para o Governo brasileiro”, frisou o Governo do Brasil.
A China anunciou que, a partir de 01 de janeiro de 2026 e por um período de três anos, passou a cobrar tarifas aduaneiras de 55% sobre as importações de carne de bovino que ultrapassem as quotas estabelecidas para cada um dos países que abastecem a sua população.
No caso específico do Brasil, a quota de importações em 2026 será de 1,1 milhões de toneladas. O volume que entrar dentro desse limite pagará uma tarifa de 12%, enquanto o que ultrapassar esse patamar será sujeito a uma taxa adicional de 55% (67% no total).
O comércio entre o Brasil e a China registou um crescimento de 8,2% em 2025, alcançando um novo recorde anual de 171 mil milhões de dólares (cerca de 143 mil milhões de euros).
Alckmin convidou ainda o seu homólogo chinês a realizar uma visita ao Brasil para participar na Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, que se realizará numa data ainda a definir entre as partes.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009.


















































