Borrego Leonor & Irmão confunde-se com  a evolução da agricultura ribatejana

Borrego Leonor & Irmão confunde-se com a evolução da agricultura ribatejana

Abordar a evolução da agricultura ribatejana nos últimos 50 anos facilmente se confunde com a evolução da empresa Borrego Leonor & Irmão. Fundada por Joaquim Borrego, funcionou primeiro num pequeno espaço comercial no centro de Almeirim e dedicava-se a prestar apoio ao pequeno viticultor e produtor de melão.
Manuel Gabirra lembra-se bem desses tempos e da sólida amizade que estabeleceu com o fundador da Borrego Leonor. Uma relação pessoal e profissional que foi crescendo da mesma forma que também evoluiu a empresa que se dedica à comercialização de fatores de produção para a agricultura, abriu novos espaços e assume a oportunidade que é a digitalização da agricultura.
Também a horticultora Ana Isabel Talhão reconhece esse processo desde que começou a trabalhar com a Borrego Leonor, muito sustentada no apoio técnico.
Aliás, uma das mudanças que a empresa ribatejana introduziu já mais recentemente foi a especialização de cada técnico numa cultura ou grupo de culturas chave do Ribatejo e o acompanhamento direto no campo. Já por altura das comemorações do cinquentenário da empresa (2018) a sua administradora, Paulo Borrego, recordava à nossa reportagem que “para este funcionamento contribui também o fiel conjunto de fornecedores que tem facilitado a promoção de novas soluções e as mais adequadas para cada um dos agricultores, respeitando as melhores práticas agrícolas e ambientais e ao mesmo tempo atingindo boas rentabilidades económicas”.

Testemunho – Horticultura

Ana Isabel Talhão produz abóbora, curgete, beringela e pimento, entre outras culturas que escoa através da Hortomelão, mas considera-se especialista é em couve-flor de que faz 20 hectares. Com a exploração certificada em produção integrada a horticultora é apologista e praticante da rotação de culturas, por isso nos 115 hectares da exploração a disposição das mesmas nunca é igual.
Com o conhecimento que a experiência lhe tem proporcionado explica que para cultivar couve-flor é necessária muita mão de obra até porque é uma cultura muito minuciosa e “não se aprende de um dia para o outro”. O acompanhamento é assegurado pelo corpo técnico da Borrego Leonor que entre si procura dar as melhores respostas às situações que vão surgindo. Ana Isabel Talhão reconhece que a empresa tem acompanhado bem a evolução tecnológica, o que se traduz também nos bons resultados no terreno, com óbvios benefícios para ambas as partes. Além disso, recebe igualmente apoio e aconselhamento através da sua organização de produtores e “é neste conjunto que se obtêm os melhores resultados”.
À Borrego Leonor identifica a vantagem de trabalhar com uma grande diversidade de produtos, conseguindo assim uma linha completa para as necessidades de cada cultura.
Nestas lides há uns 30 anos, Ana Isabel nota uma grande evolução nos equipamentos, que a cada momento se tornam mais eficientes, tal como nos próprios produtos, cada vez menos residuais. E a produtora sabe bem do que fala porque até chegar ao consumidor final há um batalhão de testes a que os hortícolas são sujeitos, ficando pelo caminho se não cumprirem o limite de resíduos imposto por lei. Isso não é algo que a assuste pois é a primeira a defender a segurança alimentar mas também o próprio ecossistema, utilizando os produtos sempre de forma a terem impactos mínimos até para ir ao encontro da crescente exigência de qualidade por exemplo das grandes superfícies, “que estão a deixar os agricultores sem margens”. Por isso, conclui Ana Isabel, “só se conseguem resultados com um bom acompanhamento”.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 231 (novembro 2019)

O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

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