Batatas!

Batatas!

Hoje foi dia de plantarmos as nossas batatas, mas apenas um saco de “batata de semente” para o nosso consumo e pouco mais, só pelo gosto de termos a nossa produção. A terra ainda estava um pouco húmida, ou “pesada”, como nós dizemos, mas era preciso aproveitar a ajuda disponível do Pedro que não tem aulas ao sábado. E no final, para fazer alguns acertos na plantação, o Hugo ensinou o Luís a plantar as batatas como o avô do Hugo fazia, usando os pés como medida de compasso entre os tubérculos.

Já agora, algumas curiosidades: apesar de chamarmos “batata de semente” à batata usada, dizemos que estamos a plantar batata porque a batata é um caule, um tubérculo comestível. Ao partir em pedaços esses tubérculos, cada um tem de ter um olho, o embrião do futuro caule para obtermos as novas plantas, a batateira.

Na wikipédia, ficamos a saber que a batata ou semilha (como é chamada na Madeira) tem nome científico de Solanum tuberosum e é rica em amido. “A espécie teve origem no Cordilheira dos Andes, há cerca de oito mil anos e o cultivo foi aperfeiçoado pelos Incas. Os espanhóis introduziram, no século XVI, a espécie na Europa. A grande dependência da batata fez com que o ataque de pragas que devastam as plantações causasse a morte de milhões de pessoas que tinham a batata como principal alimento, tal como aconteceu na Irlanda em 1845. Atualmente, o tubérculo é o quarto alimento mais consumido do mundo (atrás de milho,trigo e arroz), com milhares de variedades de diferentes cores, sabores e tamanhos que são utilizadas em receitas no mundo todo. O maior produtor mundial é a China, cuja produção em conjunto com a da Índia corresponde a mais de um terço da produção mundial.”

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#carlosnevesagricultor

O artigo foi publicado originalmente em Carlos Neves Agricultor.

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