António Costa reúne Amigos da Coesão para evitar cortes nos fundos

António Costa reúne Amigos da Coesão para evitar cortes nos fundos

Primeiro-ministro convocou os países Amigos da Coesão para reunião a 1 de fevereiro em Lisboa. Objetivo é evitar cortes no Fundo de Coesão

Depois de as negociações para o próximo quadro financeiro europeu terem voltado a falhar em dezembro, o primeiro-ministro português quer acelerar o calendário e convidou o Grupo dos Amigos da Coesão para uma reunião no dia 1 de fevereiro, em Lisboa.

São quase duas dezenas, incluindo Espanha, Grécia e vários países mais a Leste até ao Báltico. Têm estado unidos contra os cortes nos Fundos de Coesão, disseram-no em Praga, em novembro, e vão voltar a marcar posição.

O encontro serve para pressionar o novo presidente do Conselho Europeu, que no final do ano passado agarrou nas negociações do Orçamento Comunitário para 2021-27. Ao que o Expresso apurou, a possibilidade de uma cimeira extraordinária mais para o final de fevereiro continua em cima da mesa de Charles Michel. Mas o belga só deverá avançar com uma data para a reunião de líderes quando considerar possível chegar a um acordo. E o calendário pode ainda derrapar.

A equipa de Michel tem estado a ouvir os vários países e na próxima semana há novas reuniões bilaterais. O desafio é aproximar as posições que continuam extremadas, entre os que rejeitam cortes na Coesão e na Agricultura e os que defendem que o dinheiro deve ir para outras prioridades, como o digital, a segurança ou o clima.

Holanda, Áustria ou Alemanha estão entre os que querem encolher o orçamento comunitário para 1% da riqueza europeia, abaixo dos 1,11% da proposta pela Comissão Europeia, que em si já pressupõe cortes. Costa defende que se deve manter a contribuição atual de 1,16% do Rendimento Nacional Bruto (descontando a parte dos britânicos), para evitar cortes e financiar novas políticas.

Além de movimentações na frente europeia, o Governo vai reorganizar-se no pós-orçamento. Costa vai passar a reunir-se com ministros em função dos desafios estratégicos desenhados no programa. A primeira reunião foi ontem, com Pedro Siza Vieira e os ministros do eixo da Transição Digital. Assim que o Orçamento do Estado for aprovado vão passar a realizar-se Conselhos de Ministros descentralizados, mas sem serem temáticos. O primeiro será em Bragança, em fevereiro, em março será em Castelo Branco e em abril os ministros irão aos Açores.

O artigo foi publicado originalmente em Expresso.

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