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– 14-09-2006 |
[ Agroportal ] [ Nacional ] |
Algod�o biol�gico: Produtores debatem futuro de um mercado com ambi��oProdutores, industriais e consumidores de algod�o biol�gico encontram-se esta semana na Holanda para debater o futuro de um mercado – min�sculo – onde grandes marcas como a Nike apostam e centenas de pequenas empresas, como a portuguesa Teviz, trabalham. H� n�meros que surpreendem, como os que respeitam ao algod�o biol�gico, ou seja, ecol�gico, que representava em 2005 apenas 0,10 por cento da produ��o global da fibra vista, talvez, como a "mais natural" do mundo. O algod�o biol�gico � como um David face aos Golias do algod�o dito convencional, que representa 71,90 por cento, e do geneticamente modificado, com 28 por cento. Mas são os intervenientes neste nicho de mercado – agricultores, industriais e representantes de marcas – que a confer�ncia anual da associa��o sem fins lucrativos Organic Exchange re�ne até dia 15 em Utrecht, na Holanda, para debater perspectivas e estratégias de desenvolvimento. Sabia que 25 por cento dos insecticidas e mais de 10 por cento dos herbicidas produzidos a nível. mundial são utilizados no cultivo de algod�o convencional? E que a planta e sementes de algod�o (e qu�micos associados) entram na cadeia alimentar sob as formas mais diversas, desde a alimenta��o do gado para abate ou produ��o de leite � produ��o de �leos ditos genericamente vegetais ou de molhos ou salsichas? Estas perguntas constam das campanhas de sensibiliza��o lan�adas pelos promotores deste projecto alternativo de produ��o e transforma��o do algod�o � escala mundial, iniciado no final dos anos 80 nos Estados Unidos. Num contexto de preocupa��o crescente com o futuro do planeta e a sustentabilidade do desenvolvimento, encontram eco junto dos consumidores. Entre 2001 e 2005, as vendas de produtos de algod�o biol�gico subiram 35 por cento ao ano. Uma taxa de crescimento que dever� disparar nos próximos anos para 116 por cento, segundo as projec��es da Organic Exchange, que apontam para vendas em 2008 de 2.600 milhões de d�lares, contra 245 milhões de d�lares em 2001. Com a Nike a liderar em quantidade de algod�o biol�gico consumido e empenho no projecto de que � parceiro, mais de uma trintena de marcas de renome internacional, entre as quais IKEA, H&M, Marks & Spencer, Monoprix, Timberland ou Patagonia, desenvolvem projectos de incorpora��o de algod�o biol�gico nos seus produtos. Mais de 1.200 marcas de menor projec��o e retalhistas oferecem produtos de algod�o biol�gico nos mercados europeus, norte-americano e asi�tico. Os primeiros passos estáo a ser dados na Am�rica Latina. A montante, milhares de agricultores produzem algod�o livre de produtos qu�micos e milhares de pequenas e médias ind�strias fiam, tecem e confeccionam na ancestral fibra, procurando a cada passo do processo de fabrico os m�todos mais respeitadores do meio ambiente. O grupo portugu�s Teviz (T�xtil de Vizela, fundada em 1935), � uma delas. Quando em meados dos anos 90, a norte-americana Patagonia, especializada em roupa de desporto, decidiu abandonar o algod�o convencional para o biol�gico procurou parceiros entre os seus fornecedores. "J� trabalh�vamos com a Patagonia. Fomos solicitados e decidimos embarcar no neg�cio que representa actualmente entre 20 e 25 por cento da factura��o da Teviz", explicou � agência Lusa Manuel Pires, director para os mercados norte-americano e canadiano desta empresa de Vizela. Na Teviz, o algod�o entra em rama para a fia��o, que obteve h� tr�s anos a certifica��o das entidades competentes (Control Union) para a produ��o de algod�o biol�gico. A matéria-prima, certificada Também, � importada dos Estados Unidos e da Turquia, sendo este país europeu l�der mundial na produ��o de algod�o biol�gico. A acompanhar este segmento nos �ltimos sete anos, e "frequentador ass�duo" das reuni�es da Organic Exchange, Manuel Pires destaca o car�cter interdisciplinar deste f�rum onde se procuram solu��es inovadoras para todas as etapas da produ��o. "O objectivo n�mero 1 � fazer um artigo de qualidade com menos danos ambientais poss�veis", explica este gestor, que admite ser ainda dif�cil garantir um tratamento "ecol�gico" em certas fases do processo de fabrico como a tintura, por exemplo. No entanto, considera que, com o aumento crescente da procura de algod�o biol�gico para a confec��o, aparecer�o fornecedores com solu��es novas e ecol�gicos para as várias etapas da transforma��o do produto. Da carteira de clientes da TEVIZ constam, além da Patagonia, marcas como a alem� Hess Nature, a canadiana Moutain Equipment ou a Quick Silver Europe, todas ligadas ao desporto "fora de portas", ou ainda a inglesa Paul Smith ou a italiana Armani, que usa algod�o biol�gico na sua linha de cal�as de ganga. Consequ�ncia do aumento da procura, o pre�o da rama de algod�o biol�gico duplicou nos �ltimos anos, uma questáo que terá Também de ser debatida em Utrecht, embora possa ser considerada de somenos import�ncia para um produto destinado a uma clientela abastada. Quando a Patagonia optou, em nome da �tica ecol�gica, pelo algod�o biol�gico tomou duas decis�es: reduzir a margem de lucro e aumentar os seus pre�os. � hoje um "case study" para os promotores do algod�o livre de pesticidas e herbicidas e de qualquer manipula��o gen�tica: uma fibra macia e flex�vel e, no entanto, resistente, tal como os nossos antepassados a descobriram num dia j� long�nquo
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