Agroalimentar vê as exportações engordarem dois dígitos em agosto

Agroalimentar vê as exportações engordarem dois dígitos em agosto

Na agricultura o salto atinge os 24,6%. E a ministra deixa um elogio: “são dados muito positivos, que refletem a resiliência e a capacidade de trabalho dos agricultores portugueses e de todo o sector agroalimentar”

Na fileira agroalimentar, as exportações engordaram dois dígitos em agosto, com um salto homólogo de 10,4% e, no caso específico da agricultura, o salto aproxima-se dos 25% (24,6%), num desempenho marcado pelo aumento da procura global em alguns produtos, designadamente citrinos e carnes brancas que levou à escassez da oferta e a uma subida de preços.

Numa primeira reação ao desempenho do sector, a ministra da agricultura diz que estes dados são “muito positivos”, refletindo a resiliência e a capacidade de trabalho dos agricultores portugueses e de todo o sector agroalimentar”. Para Maria do Céu Antunes, o crescimento das exportações da fileira “demonstra como o papel da política agrícola comum e das medidas que foi possível implementar durante a pandemia foram fundamentais para garantir a tesouraria e fundo de maneio aos produtores, bem como para criar previsibilidade ao sector”.

Considerando os primeiros oito meses do ano, as estatísticas do INE mostram que as exportações da fileira agroalimentar somam um crescimento de 3,2%, para os 4,443 mil milhões de euros, enquanto o sector agrícola ganha 7,1%.

Os “animais vivos” são o produto agrícola que mais cresce (+98,1% em agosto e + 15,5% em oito meses), seguidos das “carnes, miudezas,comestíveis” (+34,7% em agosto e + 11,8% desde janeiro) e das “frutas, cascas de citrinos e de melões” (+18,5% em agosto e + 7,2% no acumulado do ano).

Os “vinhos e mostos”, também com um desempenho positivo, crescem 8,3% em agosto e 2,3% desde janeiro. Já a categoria “leite, lacticínios, ovos de aves e mel natural” regista um aumento de 19,4% em agosto, mas perde 3,1% na comparação dos primeiros oito meses do ano.

Por mercados, este crescimento da fileira agroalimentar revela uma tendência global, da Europa aos EUA e Canadá, Médio Oriente e Ásia.

O artigo foi publicado originalmente em Expresso.

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