O acordo comercial entre a União Europeia e a Índia é “um avanço significativo e equilibrado” para o setor agroalimentar europeu, segundo a organização de agricultores europeus Copa-Cogeca.
O Copa-Cogeca considera que o tratado “reforça o acesso a um mercado-chave, ao mesmo tempo que reconhece claramente a necessidade de proteger os setores mais sensíveis da agricultura europeia e o seu modelo de produção”.
Segundo a organização, “ao reduzir de forma substancial ou ao eliminar direitos aduaneiros até agora proibitivos sobre determinados produtos — alimentos transformados, azeite, sumos de fruta, vinhos e bebidas espirituosas — cria oportunidades de exportação significativas”.
O comité sublinha ainda que “a exclusão dos produtos mais sensíveis desta liberalização (tarifária), nomeadamente a carne de bovino, o açúcar, o arroz, a carne de aves e o mel, reflete uma abordagem pragmática e responsável”.
Também ficam excluídos do acordo com a Índia o trigo mole, o leite em pó, as bananas e o alho, ao contrário do que aconteceu no acordo UE-Mercosul, que motivou meses de protestos de agricultores europeus.
“O ponto que poderá tranquilizar os nossos agricultores é o facto de os setores sensíveis terem sido mantidos à margem, o que foi muito difícil na negociação, porque a Índia é um gigante agrícola e havia muitos interesses ofensivos”, afirmou uma fonte da Comissão Europeia.
Para outros produtos, a União Europeia “enquadrou através de quotas as concessões atribuídas”, incluindo reduções pautais para carne de borrego e de cabra, milho doce e amido de milho, bem como a isenção de direitos para pepinos.
Em contrapartida, os vinhos e as bebidas espirituosas europeias verão, ao longo de sete anos, os direitos aduaneiros indianos descerem de 150% para 20% nos vinhos acima de 10 euros por garrafa e para 40% nas bebidas espirituosas.












































