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– 14-05-2004 |
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Montemor Velho : Estudo aponta defici�ncias em armazenamento de efluentes bovinosMontemor-o-Velho, Coimbra, 13 Mai O estudo, elaborado em colabora��o com a autarquia de Montemor-o- Velho, incidiu sobre a problem�tica dos efluentes agro-pecu�rios do Baixo Mondego, ao nível. do armazenamento mas Também da gestáo do excesso de efluentes. Teve in�cio em 2002 com um levantamento de todas as explora��es agro-pecu�rias do concelho de Montemor-o-Velho, que concluiu pela exist�ncia de 2.500 explora��es agro-pecu�rias, mil das quais desactivadas. No seguimento desse levantamento, os t�cnicos do IDARC inquiriram 47 explora��es, concluindo, entre outros aspectos, pela exist�ncia de "defici�ncia de capacidade de armazenamento [de efluentes de bovinos, denominado chorume] na quase totalidade" daquelas. Segundo os dados hoje divulgados, a falta de armazenamento no concelho de Montemor-o-Velho foi estimada em 38.174 m3, com maior incid�ncia (27,6 por cento) nas explora��es que possuem entre 27 a 69 bovinos adultos. O estudo aponta ainda para a exist�ncia de um volume de excedentes da ordem dos 13.000 m3 por ano, com origem nas explora��es que possuem mais de 15 bovinos adultos, embora quase metade (49 por cento) daquele valor seja da responsabilidade das explora��es de maior dimensão, aquelas que possuem mais de 69 bovinos. O estudo, apresentado publicamente por Agostinho de Carvalho, respons�vel do IDARC, estima em 1,93 milhões de euros a verba necess�ria para solucionar as defici�ncias da capacidade de armazenamento no concelho de Montemor-o-Velho, "impondo-se a constru��o de fossas colectivas ou individuais, estas como complemento daquelas", disse. J� ao nível. do tratamento do excesso de efluentes, o investimento necess�rio ronda os 619 mil euros, com um custo anual de 123 mil. "Estas questáes não são espec�ficas de Montemor-o-Velho, mas de sete ou oito concelhos do leito do Mondego. Quando falamos do dinheiro necess�rio não podemos pensar s� neste concelho e h� que encontar formas que resolvam a questáo t�cnica e ao mesmo tempo não sejam caras", defendeu Agostinho de Carvalho. Ali�s, na questáo da gestáo de excesso de efluentes, o respons�vel do IDARC frisa que ela pode ser feita "ao nível. das explora��es pecu�rias, sem necessidade de investimento em sistemas de tratamento". Segundo Agostinho de Carvalho, os produtores podem diminuir os excedentes de efluentes, entre outras solu��es, aumentando a área das explora��es agr�colas e a oferta de chorume a outros produtores. A substitui��o de adubos qu�micos por chorume � outra das solu��es apontadas, tendo esta sido alvo de outro estudo, da responsabilidade da Agência Regional de Energia e Ambiente do Centro (AREAC), apresentado igualmente hoje. O documento, que visa estudar solu��es t�cnicas para o tratamento de efluentes agro-pecu�rios, conclui que estes "são uma fonte de nutrientes e matéria org�nica" e que a utiliza��o de res�duos tratados na agricultura "� uma pr�tica aconselhada, pois desta forma � poss�vel economizar fertilizantes qu�micos e �gua". No entanto, o documento lembra que a defici�ncia de terrenos e a falta de estruturas f�sicas que permitam o armazenamento de res�duos, conduz a que os res�duos não tratados sejam vertidos nos terrenos agr�colas "em pr�ticas de fertiliza��o aleatéria, com preju�zos inequ�vocos para o meio ambiente". O estudo da AREAC defende a "digestáo anaer�bia", t�cnica j� aplicada ao nível. de pequenas explora��es, em que os tanques e lagoas de armazenamento [onde os res�duos permanecem durante períodos prolongados, antes de ser poss�vel a sua utiliza��o no solo] são cobertos por telas "bastando recolher o biog�s produzido, que � depois convertido em energia t�rmica ou el�ctrica". Outra solu��o passa pela digestáo anaer�bia centralizada, com recurso a uma central de tratamento "tecnologicamente complexa" com capacidade para 650 mil litros de res�duos por dia e que representa um investimento or�ado pelo estudo em cerca de 10 milhões de euros.
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